terça-feira, 19 de setembro de 2017

A Colónia Perdida de Roanoke

Foto de Gracinha Domingues.
Uma colónia inglesa de mais 100 homens, mulheres e crianças, fundada por Sir Walter Raleigh em 1587 numa ilha à entrada do Estreito de Albemarle, na Carolina do Norte, desapareceu no espaço de três anos – deixando apenas um indício misterioso
quanto ao seu destino.
O navio-corsário inglês Hopewell aproximou-se da Ilha de Roanoke em 17 de Agosto de 1590, e o capitão Albraham Coke mandou disparar um tiro de canhão para anunciar a sua chegada, bem como a do Governador John White.
Foto de Gracinha Domingues.
Três anos antes, em nome de Sir Walter Raleigh, portador de autorização da Rainha Elizabeth I, White fundara a primeira colónia inglesa permanente na costa Leste da América do Norte. Deixando os seus colonos em Roanoke, o Governador partira para Inglaterra,para trazer o reabastecimento de que tanto precisavam,em 28 de Agosto de 1587.Ao regressar três anos depois, White deve ter pensado que a sua chegada seria vista pelos colonos. Ao verem o fumo que se elevava da ilha, os passageiros do Hopewell concluíram que se tratava de uma fogueira dos colonos de Roanoke.Enquanto levavam White para a ilha no bote salva-vidas, os marinheiros gritavam e tocavam trombetas para chamar a atenção.Mas ao desembarcarem na ponta Norte da ilha, encontraram a colónia deserta.O fumo vinha de um fogo esquecido no mato.O que teria acontecido?
Foto de Gracinha Domingues.
A busca continuou, e John White percebeu, no interior das poucas casas que permaneceram erguidas, que os objectos encontravam-se cobertos por lodo e erva, tornando evidente que vila estava abandonada há muito. Ainda, no local onde os botes costumavam ser ancorados, não havia qualquer sinal dos mesmos, ou de quaisquer outros equipamentos.O comandante White, na sua primeira estadia na ilha, deixara enterrados mapas, ilustrações e livros num lugar secreto, de forma que pudesse encontrá-los posteriormente. Seus pertences foram misteriosamente encontrados e destruídos.Para onde teriam ido os colonos?
Havia um indício: numa árvore à entrada da paliçada construída em redor da colónia, fora gravada a palavra’CROATOAN’; numa outra árvore no caminho que levava ao ancoradouro, estavam gravadas as letras’ CRO’ – muito provavelmente, uma abreviatura da primeira palavra.Os colonos tinham combinado deixar um sinal num lugar visível indicando o seu destino, se abandonassem a ilha. Caso se encontrassem em perigo, acrescentariam uma cruz a esse sinal. Uma vez que em nenhum dos sinais havia a cruz, tudo indicava que o grupo se teria deslocado para Croatoan, ilha a 80 km ao sul que se sabia ser habitada por indios amigos. White quis dirigir-se imediatamente para lá. Mas o tempo piorou e o Hopewell soltou-se da âncora e ficou à deriva, em direcção ao mar. Por isso, a curta viagem até Croatoan não chegou a realizar-se e os dois navios rumaram para a Inglaterra.
Em 24 de Outubro, White estava de regresso a Plymouth.Nenhum dos 117 Homens, Mulheres e Crianças deixados na Ilha de Roanoke em 1587 voltou a ser visto. Nos livros de história, o grupo é designado pela “Colónia Perdida”. Que lhes terá acontecido ?
Foto de Gracinha Domingues.
Tem-se a certeza que não foram mortos pelos espanhóis da Flórida,porque, estes,eram atormentados pelos piratas ingleses,de tal maneira,que pensaram em ceder a Colónia da Florida.Os seus navios eram utilizados para escoltar as esquadras dos tesouros, que transportavam o ouro e a prata das Américas para a Espanha. Teriam sido mortos pelos índios?
Bem,sem o auxílio precioso dos índios,eles não teriam sobrevivido ao primeiro Inverno.Eles tinham-lhes dado sementes, ensinado a plantar milho e ajudado a construir caniçadas para apanhar peixe.É possível que tenham ído para Croatan e se tenham misturado com os índios.O desaparecimento da colónia está coberta por um denso véu de dúvidas e contradições!A certeza do sucedido,talvez nunca se descubra…

terça-feira, 12 de setembro de 2017

A Verdadeira História de Drácula

Foto de Gracinha Domingues.
Uma breve narrativa de sua história;

Vlad III, foi Príncipe da Valáquia (nasceu em Sighişoara, c. 1431 – Bucareste,em Dezembro de 1476), foi conhecido como Vlad, o Empalador (em romeno: Vlad Ţepeş)ou Drácula, foi príncipe (voivoda) da Valáquia por três vezes, governando a região em 1448, de 1456 a 1462 e em 1476.
Historicamente Vlad é mais conhecido por sua política de independência em relação ao Império Otomano, cujo expansionismo sofreu sua resistência,e pelas punições excessivamente cruéis que impunha a seus prisioneiros.É lembrado por toda a região como um cavaleiro cristão que lutou contra o expansionismo islâmico na Europa, e é um herói popular na Roménia e na República da Moldávia ainda hoje.
Ao mesmo tempo que Vlad III se tornou famoso pelo seu sadismo, era também respeitado pelos seus cidadãos como um grande guerreiro, pelo seu ódio pelos turcos, e como governante que não tolerava o crime entre sua gente. Durante seu reinado, ergueu grandes mosteiros.
Fora da Roménia, o voivoda é célebre pelas atrocidades contra seus inimigos, que teriam sido a inspiração para o conde Drácula, o Vampiro, romance de 1897 do escritor irlandês Bram Stoker.
Após a invasão de Valáquia pela Hungria, em 1447 Vlad II e seu filho mais velho, Mircea, foram assassinados. Em 1456, Vlad Tepes retornou à região e retomou controle das terras, assumindo novamente o trono de Valáquia. Esse retorno tardio de Vlad III teria confundido os moradores da região, que pensaram ser Vlad II retornando anos depois de sua morte. Isso teria ajudado a criar a lenda de sua imortalidade...
Em 1462, Vlad perdeu o trono para seu irmão Radu, que se tornara aliado dos turcos. Preso na Hungria até 1474, Vlad III morreu dois anos depois, ainda tentando recuperar o trono de Valáquia.
Vlad III foi exilado de suas terras por um breve período em 1448, de 1456 a 1462 e por duas semanas no ano de sua morte (1476).

Seus nomes;

Seu sobrenome romeno, Dracula (também nomeado Draculea e Drakulya), usado para designar Vlad em diversos documentos, significa "filho do dragão", e refere-se ao seu pai, Vlad Dracul, que recebeu este apelido dos seus súditos após ter se juntado à Ordem do Dragão,uma ordem religiosa criada pelo sacro imperador romano-germânico Sigismundo no ano de 1431. Dracul, que vem do latim draco ("dragão"), significa "diabo" no romeno actual.
Seu apelido post-mortem de Ţepeş ("Empalador") teve origem no seu hábito de matar inimigos através do empalamento, uma práctica muito popularizada por diversos panfletos medievais na Transilvânia e noutra regiões da Europa. Em turco era conhecido como Kazıklı Voyvoda ou Kazıklı Bey, "Bey" ou "Príncipe Empalador".

A sua infância e adolescência;

Vlad nasceu em 1431 na Transilvânia. Naquela época, o pai de Draculea, Vlad II, estava exilado na Transilvânia. Vlad Dracul estava tentando conseguir apoio para seu plano de destronar o príncipe regente da Valáquia, do Clã Danesti, Alexandru I. A casa onde Draculea nasceu ainda está de pé nos dias de hoje. Em 1431 estava localizada numa próspera vizinhança cercada pelas casas de mercadores saxões e magiares, e pelas casas dos nobres.
Sabe-se muito pouco sobre os primeiros anos da vida de Draculea. É sabido que ele teve um irmão mais velho chamado Mircea e um irmão mais novo chamado Radu. Sua educação primária foi deixada nas mãos de sua mãe, uma nobre da Transilvânia, e da sua família. Sua educação real começou quando em 1436 seu pai conseguiu clamar para si o trono valaquiano matando seu príncipe rival do Clã Danesti, Alexandru I. Seu treinamento foi o típico dado para os filhos da Nobreza na Europa. Seu primeiro tutor no aprendizado para a Cavalaria foi dado por um guerreiro que lutou sob a bandeira de Enguerrand de Courcy na batalha de Nicolopolis contra os Turcos. Draculea aprendeu tudo o que era demandado a um Cavaleiro Cristão sobre guerra e paz.
Foto de Gracinha Domingues.
Ascensão de Vlad Dracul ao trono (1436-1442) ;

A situação política na Valáquia continuou instável depois de Vlad Dracul ascender ao trono em 1436. O poder dos Turcos estava crescendo rapidamente enquanto cada um dos pequenos estados dos Bálcãs se rendiam ao massacre dos Otomanos. Ao mesmo tempo o poder da Hungria estava atingindo seu apogeu e o faria durante o tempo de João Corvino (Hunyadi János), o Cavaleiro Branco da Hungria, e seu filho, o rei Matias Corvino. Qualquer príncipe da Valáquia teria que balancear suas políticas precariamente entre esses dois poderosos países vizinhos. O príncipe da Valáquia era oficialmente um subordinado do rei da Hungria. Também Vlad Dracul era um membro da Ordem do Dragão, tendo jurado lutar contra os infiéis. Ao mesmo tempo o poder dos Otomanos parecia não poder ser detido. Mesmo no tempo do pai de Vlad II, Mircea, o Velho, a Valáquia era forçada a pagar tributo ao Sultão. Vlad foi forçado a renovar esse tributo e de 1436 - 1442 tentou estabelecer um equilíbrio entre seus poderosos vizinhos.
Em 1442 Vlad tentou permanecer neutro quando os turcos invadiram a Transilvânia. Os Turcos foram vencidos e os vingativos húngaros, sob o comando de Hunyadi János forçaram Dracul e sua família a fugir da Valáquia. Hunyadi colocou um Danesti, Basarab II, no trono valaquiano. Em 1443 Vlad II retomou o trono da Valáquia com suporte dos Turcos, desde que ele assinasse um novo tratado com o Sultão que incluiria não apenas o costumeiro tributo, além de outros favores demamdados. Em 1444, para assegurar ao sultão de sua boa fé, Vlad mandou seus dois filhos mais novos para Adrianopla como reféns. Draculea permaneceu refém em Adrianopla até 1448.

A cruzada de Varna;

Em 1444 o rei da Hungria, Ladislas Poshumous, quebrou a paz e enviou o exército de Varna sob o comando de João Corvino (Hunyadi János) num esforço para manter os turcos longe da Europa. Hunyadi ordenou que Vlad II cumprisse seus deveres como membro da Ordem do Dragão e súdito da Hungria e se juntasse à cruzada contra os Turcos. O Papa absolveu Dracul do compromisso Turco, mas, como político, ainda queria alguma coisa. Ao invés de se unir às forças cristãs pessoalmente ele mandou seu filho mais velho, Mircea. Talvez ele esperasse que o sultão poupasse seus filhos mais novos se ele pessoalmente não se juntasse à cruzada.
Os resultados da Cruzada de Varna são bem conhecidos. O exército cristão foi completamente destruído na Batalha de Varna e João Hunyadi conseguiu escapar da batalha sob condições que acrescentaram pouca glória à reputação dos Cavaleiros Brancos. Muitos, aparentemente incluindo Mircea e seu pai, culparam Hunyadi pela covardia. Deste momento em diante João Hunyadi foi amargamente hostil em relação a Vlad Dracul e ao seu filho mais velho. Em 1447 Vlad Dracul foi assassinado juntamente com seu filho Mircea. Aparentemente Mircea foi enterrado vivo pelos burgueses e mercadores de Targoviste. Hunyadi colocou seu próprio candidato, um membro do clã Danesti, no trono da Valáquia.

Ascensão de Vlad Ţepeş ao trono (1448);

Em 1448 Draculea conseguiu assumir o trono valaquiano com o apoio turco. Porém, em dois meses Hunyadi forçou Draculea a entregar o trono e fugir para seu primo, o príncipe da Moldávia, enquanto Hunyadi mais uma vez colocava Vladislav II no trono valaquiano.
Draculea permaneceu em exílio na Moldavia por três anos, até que o Príncipe Bogdan da Moldávia foi assassinado em 1451. O tumulto resultante na Moldávia forçou Draculea a fugir para a Transilvânia e buscar protecção com o inimigo da sua família, Hunyadi. O tempo era ideal; o fantoche de Hunyadi no trono valaquiano, Vladislov II, instituiu uma política a favor da Turquia, e Hunyadi precisava de um homem mais confiável na Valáquia. Consequentemente, Corvino aceitou a aliança com o filho de seu velho inimigo e colocou-o como candidato da Hungria para o trono da Valáquia. Draculea se tornou súdito de Hunyadi e recebeu os antigos ducados da Transilvânia de seu pai, Faragas e Almas. Draculea permaneceu na Transilvânia, sob a proteção de Hunyadi, até 1456 esperando por uma oportunidade de retomar Valáquia de seu rival.
Em 1453 o mundo cristão chocou-se com a queda final da Constantinopla para os Otomanos. O Império Romano do Leste que existiu desde o tempo de Constantino, o Grande e que por mil anos protegeu o resto dos cristãos do Islão não existia mais. Hunyiadi imediatamente planejou outro ataque contra os Turcos.

Vlad Ţepeş retorna ao trono (1456-1462);

Em 1456 Hunyadi invadiu a Sérvia turca enquanto Draculea simultaneamente invadiu a Valáquia. Na Batalha de Belgrado Hunyadi foi morto e seu exército vencido. Enquanto isso, Draculea conseguiu sucesso em matar Vladislav II e tomando o trono da Valáquia, mas a derrota de Hunyadi tornou a sua proteção por parte deste questionável. Por um tempo ao menos Draculea foi forçado a apoiar os Turcos enquanto solidificava sua posição.
O reinado principal de Draculea se estendeu de 1456 a 1462. Sua capital era a cidade de Tirgoviste enquanto seu castelo foi erguido a uma certa distância nas montanhas perto do rio Arges.
A maior parte das atrocidades associadas ao nome de Draculea tomaram lugar durantes esses anos. Foi também durante esse tempo que ele lançou seu próprio ataque contra os Turcos. Seu ataque foi relativamente bem sucedido inicialmente. Suas habilidades como guerreiro e sua bem conhecida crueldade fizeram dele um inimigo temido. Entretanto, ele recebeu pouco apoio do seu senhor feudal, Matthius Corvinus, Rei da Hungria (filho de João Hunyadi) e os recursos valaquianos eram muito limitados para alcançar algum sucesso contra o conquistador da Constantinopla.
Foto de Gracinha Domingues.
Vlad Tepes aprisionado (1462-1474);

Os Turcos finalmente foram bem sucedidos em forçar Draculea a fugir para a Transilvânia em 1462. Foi reportado que a primeira esposa de Draculea cometeu suicídio pulando das torres do castelo de Draculea para as águas do rio Arges ao invés de se render aos Turcos. Desgostoso pela Morte de sua mulher Draculea conseguiu fugir pelas montanhas em direcção à Transilvânia e apelou para Matthius Corvinus por ajuda. Ao invés disso, o rei prendeu Draculea e o aprisionou numa torre por 12 anos.
Aparentemente seu aprisionamento não foi nem um pouco oneroso. Ele foi capaz de gradualmente ganhar as graças da monarquia húngara; tanto que ele conseguiu se casar e tornar-se um membro da família real (algumas fontes clamam que a segunda esposa de Draculea era na verdade a irmã de Matthius Corvinus). A política a favor dos Turcos do irmão de Draculea, Radu, o Belo, que foi o príncipe da Valáquia durante a maior parte do tempo que Draculea foi prisioneiro, provavelmente foi um fator importante na reabilitação de Draculea. Durante seu aprisionamento Draculea também renunciou à fé Ortodoxa e adotou o Catolicismo. É interessante notar que a narrativa russa dessas histórias, normalmente favoráveis a Draculea, indicavam que mesmo durante sua prisão Draculea não desistiu de seu passa-tempo preferido: ele costumava capturar pássaros e camundongos que ele torturava e mutilava - alguns eram decapitados, esfolados e soltos, e muitos eram empalados em pequenas lanças.

Vlad Tepes volta ao trono valaquiano, pela última vez (1476) ;

O tempo exacto do tempo de captura de Draculea é aberto para debates. Os panfletos russos indicam que ele foi prisioneiro de 1462 até 1474. Entretanto, durante esse tempo Draculea se casou com um membro da família real húngara e teve dois filhos que já tinham por volta de dez anos quando ele reconquistou a Valáquia em 1476. McNally e Florescu colocaram que o período de confinação de Draculea foi de 1462 a 1466. É pouco provável que um prisioneiro poderia se casar com um membro da família real. Correspondência diplomática durante o período em questão também parece apoiar a teoria de que o período real do confinamento de Draculea foi relativamente pequeno.
Aparentemente nos anos entre sua libertação em 1474 quando ele começou as preparações para a reconquista da Valáquia, Draculea viveu com sua nova esposa na capital húngara. Uma anedota daquele período conta que um capitão húngaro seguiu um ladrão dentro da casa de Draculea. Quando Draculea descobriu os intrusos ele matou o capitão ao invés do ladrão. Quando Draculea foi questionado sobre suas atitudes pelo rei ele respondeu que um cavalheiro não se apresenta a um grande governante sem as corretas introduções - se o capitão tivesse seguido a etiqueta não teria sofrido a ira do príncipe.
Em 1476 Draculea mais uma vez estava pronto para atacar. Draculea e o príncipe István Báthory invadiram a Valáquia com uma força mista de transilvanianos, alguns burgueses valaquianos insatisfeitos e um contingente de moldávios enviados pelo primo de Draculea, Príncipe Estêvão , o Grande da Moldávia. O irmão de Draculea, Radu, o Belo, havia morrido alguns anos antes e substituído por um candidato ao trono apoiado pelos Turcos, Basarab, o Velho, membro do clã Danesti. Enquanto o exército de Draculea se aproximava, Basarab e sua corte fugiram, alguns buscando proteção dos Turcos, outros para os abrigos das montanhas. Depois de colocarem Draculea de volta ao trono Stephan Bathory e as outras forças de Draculea voltaram à Transilvânia, deixando a posição táctica de Draculea muito enfraquecida. Draculea teve muito pouco tempo para ganhar apoio antes de um grande exército turco invadisse a Valáquia determinado a devolver o trono a Basarab. Aparentemente mesmo os plebeus, cansados das depredações do empalador, abandonaram-no à sua própria sorte. Draculea foi forçado a lutar contra os Turcos com pequenas forças à sua disposição, algo em torno de menos de quatro mil homens.
Draculea foi morto em batalha contra os turcos perto da pequena cidade de Bucareste em dezembro de 1476. Algumas fontes indicam que ele foi assassinado por burgueses valaquianos desleais quando ele estava prestes a varrer os Turcos do campo de batalha. Outras fontes dizem que Draculea caiu vencido rodeado pelos corpos dos leais guarda-costas (as tropas cedidas pelo Príncipe Stephen da Moldávia permaneceram com Draculea mesmo após Stephen Bathory ter voltado à Transilvânia). Outra versão é a de que Draculea foi morto acidentalmente por um de seus próprios homens no momento da vitória.
O corpo de Draculea foi decapitado pelos Turcos e sua cabeça enviada à Constantinopla, onde o Sultão a manteve em exposição numa estaca como prova de que o Empalador estava morto.
Ele foi enterrado em Snagov, uma ilha-monastério localizada perto de Bucareste. Em 1931, quando arqueólogos escavaram o túmulo, não encontraram nada, apenas ossos de animais, o que contribuiu para o mistério.

Atos de Tortura e Crueldade;

Vlad Tepes também era conhecido por sua extrema crueldade(mas devemos exclarecer que neste tempos,na Europa,a crueldade era excessiva..), tanto com seus os súditos, quanto contra seus inimigos. Referindo-se ao seu título, O Empalador, Tepes era assíduo adepto dessa prática.
Segundo pesquisas, comprova-se que houve situações em que Tepes mandava empalar famílias inteiras, e usava seus principais métodos de tortura contra os soldados de tropas inimigas.
Outra situação conta que mensageiros de Mehmed II foram à corte de Tepes. O mesmo ordenou que eles tirassem seus turbantes. Contudo eles se recusaram em referência ao respeito de sua cultura. Com isso, Tepes ordenou que pregassem os turbantes nas cabeças dos mensageiros.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Tristão e Isolda,,Uma Lenda ou Uma Historia de Amor Tragico

Foto de Gracinha Domingues.
Historia muito parecida com a de Romeu e Julieta,faz no entanto parte do Rol das Historias Lendarias do Rei Arthur e os seus Cavaleiros da Tavola Redonda...
Sir Tristão(Tristan) de Lionesse era conhecido por"O Cavaleiro Poeta"e a sua Historia junto com Isolda(Isold) ,possui uma  rica bibliografia.Além de figurar em escritos celtas antigos, os chamados "Mabinogions" (porque eram destinados à educação do "Mabinog", ou discípulo do Bardo) e em narrativas populares anónimas, como "Folie Tristan", "Luite Tristan" e "Tristan Moine", inspiraram uma vasta literatura em Francês, Inglês, Alemão, Italiano, Espanhol e Português.
O nome do pai de Isolda, Gormond, é escandinavo, e ela mesma aparece às vezes como "Isolt". Acrescente ao facto dela ser loura e da historia remontar ao tempo dos Vikings na Irlanda. No entanto, segundo a maioria dos autores, a Lenda é Celta e tem por base a vida de um rei Picto ,Drest Filius Talorgen,que viveu na Escócia, onde reinou de 780 a 785.
O Livro Vermelho de Oxford alude a um certo Drystan ab Tallwch, amante de "Essylt", mulher de "Marc". "Tristan" proviria então de "Drest", "Drystan", "Drust", "Drustan". Em Português, impunha-se Iseu ao invés de Isolda, forma Alemã popularizada por Wagner, como pode-se ver pelo Cancioneiro da Vaticana, de D. Dinis;" o mui namorado Tristan sey ben que non amou Iseu quant'eu vos amo.... "Já Jorge Ferreira de Vasconcelos usa "Iseo", com "o", em Memórias das proezas da Távola; "... de D. Tristam de Leonis e da sua amada Iseo...”.
A popularidade da história de Tristão e Isolda foi conseguida graças a Maria da França, uma mulher de quem pouco se sabe, que escrevia tais, versos sobre histórias de cavalaria já conhecidas ou que ainda corriam entre os contadores de história.
Seus versos intitulam-se "Chèvre Feuille" (A Madressilva). Esse conto, conhecido desde o ano 1000, é de origem puramente Celta.
A história passa-se na Cornualha, onde Marco é rei, mas o magnetismo causado pelo nome de Arthur fez com que essa história se prendesse também á Lenda. Tristão não era famoso por sua habilidade como lutador, mas tinha grande agilidade física. Era também um harpista.
A história de Tristão é marcada por tragédias(dizia-se que ele nunca foi visto a sorrir), a começar pelo seu nascimento, onde o seu pai é morto em batalha, perdendo o reino de Lionesse, e a sua mãe morre no parto. Graças a estas tragédias, ele recebe o nome de Tristão. Criado por um cavaleiro como se fosse seu filho, Tristão desconhece a sua origem e o seu parentesco com Marco, seu tio.
Ainda criança, Tristão mata por acidente um outro menino durante uma zaragata. Levado para Bretanha a fim de ter uma educação de cavaleiro e um dia recuperar o seu trono, Tristão acaba preso num navio Muçulmano, onde seria vendido por escravo, se não tivesse conseguido fugir, indo parar nas costas da Cornualha.
Durante muito tempo permanece na corte do rei Marco, sem revelar a este que era seu sobrinho, o que ocorre quando a Irlanda cobra um antigo tributo da Cornualha que, se não fosse pago, só poderia ser substituído pela luta entre dois campeões da família real da Irlanda e Cornualha. Tristão se oferece e parte para lutar contra Morolt, matando-o quando este prende a espada no casco do barco. Ferido pela espada envenenada de Morolt, Tristão é colocado num barco sem remos com sua harpa para ser curado pela rainha da Irlanda. Durante sua permanência disfarçado, com o nome de Tãotris, acaba se apaixonando pela princesa Isolda, que cuidava dele. Mas Isolda  estava prometida a Marco e Tristão retorna à Irlanda para buscá-la.
Foto de Gracinha Domingues.
Na viagem de volta, no entanto, eles bebem um filtro de amor que a criada de Isolda, Brangwen, havia preparado para a noite de núpcias da princesa, com isso uma paixão cega toma conta deles, de tal forma que, quando chegam a Cornualha, já são amantes. Começa então o mórbido, mas interessante relato do casamento de Isolda com o já desconfiado Marco e a continuação de sua aventura com Tristão.
Segue-se então a descoberta e a fuga de Tristão para a Britânia, onde se casa com uma princesa só porque seu nome também era Isolda (Isolda das Mãos Brancas), não podendo consumar o casamento. Quando está prestes a morrer de uma infecção causada por uma seta envenenada, Tristão manda uma mensagem, implorando que Isolda da Irlanda viesse até ele, e ordena que, no retorno do barco, deveriam estender velas brancas se a trouxessem e negras se ela não viesse.
Quando as velas brancas são vistas se aproximando, sua esposa Isolda diz que elas são negras. Angustiado Tristão morre, e Isolda chega, para morrer ao lado dele.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

O Dia Ruim do Rei Luís XVI

Quando o Rei Luís XVI da França era uma criança, foi avisado por um astrólogo para estar sempre alerta no dia 21 de cada mês. Luís se sentia tão aterrorizado por isso que nunca fazia negócios nesse dia. Infelizmente, Luís não estava sempre alerta.
Em 21 de Junho de 1791, acompanhando a Revolução Francesa, Luís e sua rainha,Maria Antonieta, foram presos em Varennes, enquanto tentavam fugir da França. Em 21 de Setembro de 1791, a França aboliu a instituição da Realeza e se autoproclamou uma República. Finalmente, em 21 de Janeiro de 1793, o Rei Luís XVI foi executado pela guilhotina... Realmente há estranhas coincidências!!!!
Luís XVI de Bourbon, nascido em 23 de Agosto de 1754 em Versalhes e executado em 21 de Janeiro de 1793 em Paris, foi rei da França (1774-1791), depois rei dos Franceses (1791-1792). Era filho do delfim Luís e de Maria Josefa de Saxónia e esposo de Maria Antonieta da Áustria (com quem se casou com 16 anos).
Foto de Gracinha Domingues.
Quando subiu ao trono em 1774, quando estava com 20 anos, as finanças reais não se encontravam numa situação favorável e assim permaneceram até o eclodir da Revolução Francesa, altura em que Luís XVI foi deposto. Aconselhado por Maurepas, escolheu para seus ministros homens de talento como Turgot e Malesherbes. Reconvocou o Parlamento mas este voltou a fazer-lhe oposição. O rei teve de abandonar seus ministros reformistas (1776) substituindo-os por Necker, também destituído depois de ter publicado a Prestação de contas ao rei sobre o estado das finanças (1781).
Não pôde nem evitar a Revolução, apoiando as reformas económicas e sociais propostas por Turgot e Necker, nem tornar-se líder popular, por não compreender as aspirações do povo.
A política externa praticada por Vergennes e o Tratado de Versalhes restauraram o prestígio da França. Mas, no interior do país, a oposição cresceu; Calonne, seguido de Loménie de Brienne, tentou em vão resolver a crise financeira. Convocou a altamente aristocrática Assembléia dos Notáveis (1787) e nada conseguiu. Luís XVI teve de chamar de volta Necker (1788) e prometer a convocação dos Estados Gerais, que estavam à margem do governo havia 175 anos. Os Estados Gerais, que se reuniram em Versalhes em 1789, eram a reunião das três ordens da sociedade desde a Idade Média: o clero que reza (1º estado), o nobre que luta (2º estado) e o camponês que trabalha (3° estado). Estes factos marcaram o início da Revolução.
Foto de Gracinha Domingues.
Os deputados do Terceiro Estado constituíram a Assembléia Nacional e depois Assembléia Constituinte. A família real foi trazida à força de Versalhes para Paris (Outubro de 1789) e sua tentativa de fugir do país foi frustrada em Varennes (20 de junho de 1791). A família real foi, então, feita prisioneira da Comuna insurrecional (10 de Agosto). A monarquia foi abolida em 21 de Setembro de 1792. Luís XVI, desmoralizado por sua tentativa de fuga e por suas negociações com o estrangeiro, perdeu completamente a popularidade. Encerrado no Templo e acusado de traição, foi julgado pela Convenção (julgamento iniciado em 11 de Dezembro de 1792) e condenado à morte, sendo guilhotinado em 21 de Janeiro de 1793. A rainha consorte Maria Antonieta foi executada seis meses depois. A sua morte provocou a união dos soberanos europeus contra a França revolucionária.
Pensa-se que as chamas da Revolução, em parte, foram atiçadas pelas mentiras que rodearam o famoso escândalo do colar, pelo facto do rei dar ouvidos à sua esposa, imprudentemente, sobre assuntos políticos e ainda ao ódio que muitos membros da nobreza e clero tinham contra Maria Antonieta, da linhagem da Casa de Habsburgos, eternos rivais da Casa de Bourbon e pela sua frivolidade e gosto pelo luxo.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Por Que os Dias da Semana Acabam com Feira?

Foto de Gracinha Domingues.
No Império Romano, a Astrologia introduziu no uso popular a "Septimana", ou seja, sete manhãs, de origem
Babilonica. Inicialmente, os nomes dos Deuses Orientais foram substituídos por equivalentes Latinos. No
Cristianismo, o dia do Sol, "Solis Dies!, foi substituído por "Dominica", dia do Senhor; e o "Saturni Dies", dia de
Saturno, por "Sabbatum", derivado do Hebraico "Shabbath", dia do descanso, consagrado pelo Velho
Testamento. Os outros dias eram dedicados á Lua (Segunda), Marte (Terça), Mercúrio (Quarta), Júpiter
(Quinta) e Vênus (Sexta).
O termo "Feira" surgiu em Português porque, na Semana de Páscoa, todos os dias eram Feriados - Férias ou Feiras - e, além disso, os Mercados funcionavam ao ar livre.
Com o tempo, a Igreja baniu das liturgias os nomes Pagãos dos Dias, oficializando as "Feiras". O Domingo, que seria a primeira Feira, conservou o mesmo nome por ser dedicado a Deus, fazendo a contagem iniciar-se na Secunda Feira, a Segunda-Feira. O Sábado foi mantido em respeito à antiga tradição Hebraica.
Apesar da oposição da Igreja,as designações Pagãs sobreviveram em todo o Mundo Cristão, menos no que viria a ser Portugal, graças ao apostolado de São Martinho de Braga (século VI), que combatia o costume de "dar nomes de Demonios aos dias que Deus criou".

terça-feira, 13 de junho de 2017

Quantas Pessoas Poderiam Viver na Lua se Ela Fosse Habitável?


Se a superfície da Lua fosse povoada na mesma proporção que os Continentes da Terra nos Dias de hoje, calcularíamos o número de habitantes comparando a sua área total com a área de nossos Continentes e a sua
densidade demográfica.
Considerando que o nosso Planeta tem superfície 13,5% maior que a Lua,que apenas 27% dele é composto por Continentes e que hoje vivem aqui cerca de 6 bilhões de pessoas, podemos calcular que, se a Lua fosse habitada na mesma medida, ela teria aproximadamente 1,64 bilhão de pessoas.