segunda-feira, 18 de maio de 2009

O Calendário Asteca

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Assim como outros povos vizinhos da Mesoamérica, os Astecas possuíam uma forma de contar os dias. Semelhante ao calendário maia, que possuía dois sistemas de contagem que se interagiam, o calendário Asteca regia de forma parecida relativa a ordem dos dias.
Os dois calendários Astecas foram: Tonalpohualli – que assemelha-se com o Tzolkin, e o Xiuhpohualli, que seria uma espécie de Haab (ou vice-versa).

O Tonalpohualli, que na língua nativa Asteca significava ‘contagem dos dias’, é um calendário de 260 dias, que corresponde a um determinado período (geralmente seria um ano), e que foi usado por muitos povos da mesoamérica, com destaque para os Astecas. Esse calendário não é solar e nem lunar, mas sim composto de 20 trezenas (ou um período de treze dias). Cada trezena era dedicada a uma divindade e essa divindade era responsável por aquele período.

A origem do Tonalpohualli é desconhecida devido a incertezas de datas e dados que cercam as culturas mesoamericanas. Existem inúmeras teorias acerca desse calendário: de que ele representa o ciclo de Vênus; de que representa a origem, o desenvolvimento e o fim da raça humana; e até mesmo a quantidade de dias em que o Sol está em seu ponto máximo, iluminando as planícies tropicais (que seria os dias entre: 12 / 13 de Agosto e 30 de Abril / 01 de Maio). Outros estudiosos dizem que o Tonalpohualli não é baseado em fenômenos naturais, mas sim apenas nos números 20 e 13, que eram números importantes na Mesoamérica.

O Significado dos Dias (Em ordem de contagem):
- Cipactli – Caiman (ou “Monstro Submarino” - crocodilo)
- Ehecatl – Vento
- Calli – Casa
- Cuetzpalin – Lagarto
- Coatl – Cobra
- Miquiztli – Morte
- Mazatl – Cervo
- Tochtli – Coelho
- Atl– Água
- Itzcuintli – Cachorro
- Ozomahtli – Macaco
- Malinalli – Grama (Capim)
- Acatl – Bambu
- Ocelotl – Jaguar
- Cuauhtli – Águia
- Cozcacuauhtli – Falcão
- Ollin – Terremoto (ou Movimento)
- Tecpatl – Faca
- Quiahuitl – Tempestade (Chuva)
- Xochitl – Flor

A melhor maneira de entender o funcionamento do Tonalpohualli é imaginar duas engrenagens que se conectam. Uma gira com os símbolos dos dias (que são vinte) e a outra gira com os números (que são treze). Na primeira roda, o primeiro dia é de Cipactli (Caiman - crocodilo), sendo que o primeiro número da outra roda é 1. Senso assim, a primeira data do calendário é 1 Caiman. Conforme a roda gira, diferentes símbolos dos dias e números são alinhados. Por exemplo, o segundo dia seria 2 Ehecatl (ou Dois Vento – traduzido do Nahuatl), o terceiro 3 Calli (Três Casa – traduzido do Nahuatl) e assim por diante. Essa combinação continua até o décimo terceiro dia – Acatl, que significa Bambu ou outra planta ou junco semelhante, encontrar o décimo terceiro número. Quando o 13 Bambu acontece, os números chegam ao final e voltam a contagem inicial, o 1. Entretanto, os dias não terminaram, sendo que o próximo símbolo representativo seria o Ocelotl – o Jaguar. Como resultado, o próximo dia, sucessor ao 13 Bambu seria o 1 Jaguar, correspondendo ao décimo quarto dia do calendário. Interessante, não? Esse processo se repetiria até que todas as combinações fossem realizadas, ou seja, terminaria em um tempo de 260 dias, voltando ao retorno, ao 1 Caiman.

Cada significado de dia, em particular, é regido por um deus e cada número também é regido por algum outro deus. O regente dos números (deus relacionado ao número do dia), é conhecido também como o Senhor do Dia. Em contrapartida, existem nove Senhores da Noite, que regem as horas escuras desses dias. Completando o simbolismo, treze pássaros representam os ciclos dos dias. Ao final dessa combinação temos um resultado do que o dia atual representa, no que ele é promissor e no que ele é desfavorável.
Um exemplo: O dia 4 BambuTezcatlipoca rege o dia Bambu. Tonatiuh é o deus relacionado ao número 4 (portanto ele é o Senhor do Dia). O quarto pássaro do dia é a quail (codorna) e Centeotl é o Senhor da Noite.
Com essas combinações, um padre poderia, por exemplo, medir essas quatro influências no dia, deduzindo assim sua natureza.
Xiuhpohualli
O Xiuhpohualli (conhecido também como ‘A Pedra do Sol‘), que também foi um calendário adotado pelos Astecas, como já foi dito anteriormente, era composto por 365 dias. Foi utilizado também por civilizações anteriores, no Pré-Clássico.

Interligado com o Tonalpohualli, para formar o “Calendário Circular” (com ciclos de 52 anos) e chamado por alguns estudiosos de “Ano Vago”, é considerado o calendário solar Asteca.
Foi dividido em dezoito meses (ou períodos) de vinte dias cada, chamados Vintenas, e acrescentado de cinco dias em seu final, dedicados a extrema meditação. Os anos Astecas eram nomeados de acordo com o nome do último dia do décimo oitavo mês de acordo com o ducentésimo sexagésimo dia do calendário Tonalpohualli. A cada ciclo que esses calendários completavam juntos (cada ciclo era considerado como sendo quatro períodos de treze anos, onde atingiam a mesma data), era realizada uma cerimônia chamada “Cerimônia do Novo Fogo”.
O calendário Xiuhpohualli tinha uma importante ligação com as práticas agrícolas dos Astecas e obtinha um importante papel na religião também, onde cada “mês” possuía seus festivais religiosos.


Os “meses” (que eram Vintenas) do calendário solar Asteca eram chamados (em sequência):
1. Izcalli
2. Atlcahualo ou Xilomanaliztli
3. Tlacaxipehualiztli
4. Tozoztontli
5. Hueytozoztli
6. Toxcatl ou Tepopochtli
7. Etzalcualiztli
8. Tecuilhuitontli
9. Hueytecuilhuitl
10. Tlaxochimaco ou Miccailhuitontli
11. Xocotlhuetzi ou Hueymiccailhuitl
12. Ochpaniztli
13. Teotleco ou Pachtontli
14. Tepeilhiuitl ou Hueypachtli
15. Quecholli
16. Panquetzaliztli
17. Atemoztli
18. Tititl

As direcções;
Apesar do Tonalpohualli e do Xiuhpohualli correrem separadamente, os anos solares determinam o nome da data no calendário Tonalpohualli em que o primeiro dia do ano cairá. Para essas datas, existem apenas quatro significados: Casa – Ano para o Oeste, Coelho – Ano para o Sul, Bambu – Ano para o Leste e Faca – Ano para o Norte.

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