segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Os Povos Bárbaros

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A decadência do Império Romano do Ocidente foi acelerada pela invasão de povos bárbaros. “
Bárbaros ” era a denominação que os romanaos davam áqueles que viviam fora das fronteiras do Império e não falavam o latim.
Entre os povos bárbaros, os germanos foram os mais significativos para a formação da Europa Feudal. A sua organização política era bastante simples. Na época de paz eram governados por uma assembléia de guerreiros, formada pelos homens da tribo. Essa assembléia não tinha poderes legislativos e suas funções restringiam-se à interpretação dos costumes. Também decidia as questões de guerra e de paz ou se a tribo deveria migrar para outro local. Na época de guerra, a tribo era governada por uma instituição denominada comitatus. Era a reunião de guerreiros em torno de um líder militar, ao qual todos deviam total obediência. Esse líder era eleito e tomava o título de Herzog .

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Os germanos viviam de uma agricultura rudimentar, da caça e da pesca. Não tendo conhecimento das técnicas agrícolas, eram semi-nómadas, pois não sabiam reaproveitar o solo esgotado pelas plantações. A propriedade da terra era colectiva e quase todo trabalho era executado pelas mulheres. Os homens, quando não estavam caçando ou lutando, gastavam a maior parte de seu tempo bebendo ou dormindo A sociedade era patriarcal, o casamento monogâmico e o adultério severamente punido. Nalgumas tribos proibia-se até o casamento das viúvas. O direito baseava-se nos costumes. A religião era politeísta e adoravam as forças da natureza. Os principais deuses eram: Odin , o protector dos guerreiros; Thor , o deus do trovão; e Fréia , a deusa do amor. Acreditavam que somente os guerreiros mortos em combate iriam para o Valhala , uma espécie de paraíso. As Valquírias , mensageiras de Odin , visitavam os campos de batalha, levando os mortos. As pessoas que morriam de velhice ou doentes iriam para o reino de Hell , onde só havia trevas e muito frio.
Devido à expansão do Império, a partir do século I, os romanos mantinham contacto pacífico com povos bárbaros, principalmente os germanos. Muitos destes povos migraram para o Império Romano e chegaram a ser utilizados no exército como mercenários. Porém, no século V, os germanos foram pressionados pelos belicosos hunos,de origem asiática,que se deslocaram em direcção à Europa e atacaram os germanos, levando-os a fugir. Estes, acabaram por invadir o Império Romano, que enfraquecido pelas crises e guerras internas, não resistiu às invasões e decaiu.
No antigo mundo romano nasceram vários reinos bárbaros;

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Castelo Visigodo

O reino dos Visigodos : situado na Península Ibérica, era o mais antigo e extenso. Os visigodos ocupavam estratégicamente a ligação entre o Mar Mediterrâneo e o oceano Atlântico, que lhes permitia a supremacia comercial entre a Europa continental e insular. O reino dos Ostrogodos: localizam-se na península Itálica. Os ostrogodos esforçaram-se para proteger o património artistico-cultural de Roma. Restauraram vários monumentos, para manter viva a memória romana. Conservaram a organização político-administrativa imperial, o Senado, os funcionários públicos romanos e os militares godos.
O reino do Vândalos: o povo vândalo atravessou a Europa e fixou-se no norte da África. Nesse reino houve perseguição aos cristãos, cujo resultado foi a migração em massa para outros reinos, provocando falta de trabalhadores, e uma diminuição da produção.
O reino dos Suevos: surgiu a oeste da Península Ibérica e os suevos viviam da pesca e da agricultura. No final do século VI, o reino foi absorvido pelos visigodos, que passaram a dominar toda Península.
O reino dos Borgúndios: os borgúndios migraram da Escandináva, dominaram o vale do Ródano até Avinhão, onde fundaram o seu reino. Em meados do século VI, os borgúndios foram dominados pelos francos.
O reino do Anglo-Saxões: surgiu em 571, quando os saxões venceram os bretões e consolidaram-se na região da Bretanha.

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Anglo-Saxão

No processo de invasão e formação dos reinos bárbaros, deu-se ao mesmo tempo, a " barbarização " das populações romanas e a " romanização " dos bárbaros. Na economia, a Europa adoptou as práticas económicas germânicas, voltada para a agricultura, onde o comércio era de pequena importância. Apesar de dominadores, os bárbaros não tentaram destruir a cultura romana; ao contrário, em vários aspectos assimilaram-na e revigoraram-na. Isso se deu, por exemplo, na organização política. Eles que tinham uma primitiva organização tribal, adoptaram parcialmente a instituição monárquica, além de alguns mecanismos e normas de administração romana. Muitos povos bárbaros adoptaram o latim como a língua oficial. Os novos reinos converteram-se progressivamente ao catolicismo e aceitaram a autoridade da Igreja Católica, à cabeça da qual se encontrava o bispo de Roma. Com a ruptura da antiga unidade romana, a Igreja Católica tornou-se a única instituição universal européia. Essa situação deu-lle uma posição invejável durante todo o medievalismo europeu.

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