quarta-feira, 28 de julho de 2010

A Ultima Batalha dos 300 de Esparta

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A Batalha das Termópilas ocorreu durante a guerra Greco-Pérsia,por volta de 480BC. Uma força de apenas 300 espartanos junto com o seu rei Leónidas,ficou sozinho contra um exército de três milhões de persas, para defender o seu país com probabilidades de um mil a um.
A invasão foi da Pérsia, liderada pelo rei tirânico, Xerxes, determinado a conquistar os gregos divididos em regiões e politicamente. A Grécia antiga não era o país que conhecemos hoje, mas dezenas de pequenas cidades-estado "ligadas por alguns,não oficiais,acordos". A maioria destas cidades-estado da Grécia central e do Sul reuniram-se em Corinto ao primeiro sinal da invasão persa para formar uma resposta. Foi decidido que o exército formado seria, sob o comando espartano. Os espartanos eram guerreiros altamente treinados,desde a sua infância,e a maioria das outras unidades gregas eram apenas,de cidadãos soldados amadores.

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O rei espartano Leónidas liderou a guarda avançada do exército para o desfiladeiro de Termópilas, perto da Lamia de hoje, a principal passagem para a Grécia central.
Termópilas era visto como uma lugar de luta para ganhar tempo para a real mobilização.Um defensor podia segurá-la com relativamente poucos homens. O estreito vale era um gargalo estratégico que permitia apenas um pequeno número de homens entrarem em combate,a qualquer momento. Os gregos e os persas, chegaram ao campo de batalha sencivelmente ao mesmo tempo. O rei persa mandou seus espiões para a frente e descobriu exactamente como a pequena força grega era. Ele enviou um emissário para negociar a rendição. As condições oferecidas aos gregos elevaram a possibilidade de se retirarem sem serem molestados e voltar para suas casas em troca de deporem as armas.

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A resposta do líder espartano foi gravado por Heródoto. A resposta foi simples: "Molon Lebe" traduzido para "Venham e Peguem-nos." Quando um soldado espartano foi informado de que o exército persa teria tantas flechas de fogo que apagaria o sol, ele observou: "Bom, então vamos lutar na sombra."
Quatro dias passaram,Xerxes esperou que os gregos saissem.Mas scouts persas relataram que os espartanos faziam exercícios,tomavam banho e lavavam os cabelos. Estas foram as tradições que a infantaria hoplita espartana realizou antes de ir para a batalha. Espantado com a sua teimosia, Xerxes ordenou um ataque na madrugada do dia cinco, 16 de setembro, 480BC.
Dias de combate na passagem das Termópilas mostraram os espartanos aparentemente imbatíveis. Mas o historiador Heródoto fala sobre a traição que finalmente os derrotou. Os espartanos na primeira batalha, puxaram as tropas persas para os campos estreitos matando num combate selvagem,pesadas baixas foram sustentados pelos persas como a disciplina dos espartanos mantiveram a linha de defesa. Ondas e ondas de soldados vestidos de couro Pérsico surge de frente, pisando os cadáveres dos seus companheiros mortos, apenas para morrer nas mãos dos espartanos blindados. Novamente e novamente os persas atacariam,apenas para serem esmagados ou para recuarem. Isso continuou por dois dias.
Foi só quando Ephialtes, um camponês local,deu a Xerxes informações de um caminho que percorria a posição grega e que poderia comprometer as suas linhas defensivas,que os persas ganhariam a sua ocasião.Enviando a maioria de seus aliados, Leónidas estava determinado a manter a posição já desesperada para continuar a adiar o avanço dos invasores o maior tempo possível. Os espartanos fizeram um estande final em 18 de Setembro, lutando num círculo voltado para fora com todos os inimigos ao redor. Na hora final, a luta foi, literalmente, mão na mão, com espadas espartanas ser quebradas após tantas batidas.Quando Leónidas foi morto,os persas ofereceram-se para levar o corpo do rei morto em troca da vida dos restantes espartanos, mas os seus homens recusaram-se a abandoná-lo e foram todos chacinados,por uma chuva de flechas de bem longe,pois os persas temiam tais guerreiros formidáveis. Seu corpo foi encontrado mais tarde pelos persas e crucificado.

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Termópilas sempre foi saudado como uma vitória para os guerreiros gregos porque o exército persa,apeasr da supremacia de homens e de armas,era crucialmente atrasado. O tempo que os 300 espartanos,na sua distração,conseguiram,deu tempo suficiente para o resto do exército grego recuar para Sul da Grécia e formar a marinha grega.Hoje em dia,cerca de 2500 anos mais tarde, um simples monumento reside neste solo sagrado,onde está gravado;

"Estrangeiro, vá dizer aos Espartanos que aqui estamos enterrados,obediente às suas ordens."

Mapa da América do Norte Anterior a Colombo é Autêntico!

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O Mapa Vinland, do século 15, o mais antigo documento que mostra um pedaço do Continente americano antes da chegada de Colombo, é certamente genuíno, disse um especialista dinamarquês.
O mapa é controverso desde que foi descoberto, na década de 50, com muitos estudiosos suspeitando de uma fraude destinada a mostrar que os Vikings foram os primeiros europeus a pisar a América do Norte – uma alegação,hoje em dia,confirmada, depois, por achados arqueológicos em certas regiões da América..
Mas dúvidas sobre a autenticidade do mapa persistiram mesmo depois do uso de datação por carbono 14 para estabelecer a idade do documento.

“Todos os testes que fizemos nos últimos cinco anos – no material e noutros aspectos – não mostram nenhum sinal de falsificação”, disse Rene Larsen, reitor da Escola de Conservação da Real Academia Dinamarquesa de Belas-Artes.

Ele apresentou as conclusões da sua equipe durante uma conferência internacional de cartografia realizada na capital da Dinamarca.
O mapa mostra a Groenlândia e uma ilha do Atlântico referida como Vinilandia Insula, a Vinland das sagas islandesas, actualmente vinculada pelos estudiosos à província canadense de Terra Nova, onde nórdicos sob o comando de Leif Eriksson estabeleceram-se por volta do ano mil.
Larsen disse que a sua equipe realizou testes na tinta, estilo de escrita, buracos causados por insectos e no pergaminho do mapa, que está guardado na Universidade Yale, nos EUA.
Ele disse que os buracos, abertos por besouros, são consistentes com os buracos noutras páginas do livro onde o mapa estava encadernado.
Ainda segundo ele, as alegações de que a tinta era muito recente, por conter uma substância chamada dióxido de titânio anatase, podem ser descartadas porque já foram descobertos mapas medievais com a mesma substância, que provavelmente teria sido transferida a partir da areia usada para secar a tinta.
Estudiosos nos EUA dataram o mapa de cerca de 1440, cerca de 50 anos antes, da “descoberta” da América por Colombo. Acredita-se que ele tenha sido produzido para um concílio religioso realizado na Suíça nesse ano.
O Mapa Vinland não é um “mapa dos vikings” e não altera o registro histórico sobre quem primeiro chegou à América. Mas mostra que a existência do Novo Mundo era conhecida não apenas pelos povos nórdicos, mas também por outros europeus pelo menos 50 anos antes, da viagem de Cristóvão Colombo.
Ele foi comprado a um negociante suíço por um americano, depois de ter sido rejeitado pelo Museu Britânico em 1957.
A ausência de um registro da sua origem está na raiz da muita da controvérsia que o cerca. De onde o mapa veio, e como foi obtido pelo suíço que o vendeu, ainda são mistérios...

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Takht-I Sulaiman,a Cidade do Fogo Real

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O mais Sagrado dos locais pré-islâmicos situa-se na margem de um lago sem fundo.Quem o construiu e porquê?Qual a sua relação com as Torres do Silêncio?
Na zona montanhosa do Nordeste do Irão existe um lago profundo com cerca de 100m. de largura que,de acordo com a tradição não tem fundo.Alimentado pelas fontes termais,o constante extravasar das suas águas foi construído,aos poucos,uma bacia de depósitos mirerais de paredes íngremes,que atingem mais de 40m.de altura.Conhecido hoje por Takh-i Suleiman.”Trono de Salomão”,este lago belo e misterioso,era venerado no Irão,como o mais Sagrado dos lugares antes do Islão.
A mistura do fogo e da água atraiu a este local,situado numa região vulcânica e sísmica,os antigos iranianos,os Arianos.O Lago Sagrado substituiu um outro anterior drenado por um terramoto.Os Arianos adoravam o fogo e a água,como elementos do seu Deus supremo Ahuramazda e de Anahita,Deusa da água.A terceira Divindade mais venerada era Mitra,Deus da luz celestial,objecto de um misterioso culto austero que competiu seriamente com o cristianismo,como religião oficial no último período do Império.
S Arianos consideraam a poluição dos elementos-terra,água,fogo-um grande mal e transmitiram este princípio e a utilização ritual dos altares de fogo dos Zoroastrianos.

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Quem são os Zoroastrianos?
Durante mais de 2000 anos,a existência dos Zoroastrianos oscilou entre períodos de maior ou menor sorte.Em 1976 havia apenas cerca de 130 000 Zoroastrianos em todo o Mundo,desde a América até Hong Kong,vivendo na sua maioria,em Bombaim,na Índia,para onde se dirigiram após a invasão do Irão pelos Muçulmanos e onde são conhecidos por Parses.
Considerada como a mas antiga das religiões reveladas,o Zoroastrismo representa os ensinamentos do sábio Zaratustra,conhecido dos gregos por Zoroastro.Sacerdote ariano do Leste do Irão,pouco depois de 600 a.C. afasta-se da ortodoxia e autoproclama-se o profeta escolhido,Ahuramazda.
O Zoroastrismo acentuava o dualismo-o eterno conflito entre o Bem e o Mal,a Verdade e a Falsidade.Os Magos,originalmente membros de uma tribo que vivia no Nordeste do Irão,foram sempre encarados,ao longo da Antiguidade,como os Sacerdotes do Zoroastrismo.Os 3 Homens Sábios que se diziam terem partido de Saveh,no Irão,para testemunharem o nascimento de Jesus,em Belém,eram Magos.Desta palavra deriva a palara”mágico”utilizada outrora para denominar os ritos do Zoroastrismo.Mais tarde,esta doutrina foi substituída por outras religiões,passou simplesmente a significar “bruxaria”.

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O Fogo Real

Quase todas as aldeias e cidades possuíam altares de fogo Sagrado onde a chama era Eterna,diziam ser para proteger o Mundo.Hoje só a localização de Atur Gushnasp,o Fogo Real ,é verdadeiramente conhecida.A sua cham Divina arde no Templo do fogo da antiga localidade de Takht-i-Suleiman.Este local foi redescoberto em 1819,pelo explorador britânico Sir Robert Ker Porter.Mas só em 1959,quando das escavações realizadas por German Arghaeological Institute,encontraram-se impressões gravadas no barro,provou-se ser o localda cidade nde o Fogo Real ardera outrora.Descobriu-se também,que era já um lugar Sagrado muito antes do seu Templo ser restaurado e de a cidade ter sido reconstruída pelo rei sassânica Cósroas I(513-79 d.C).Foi este rei que converteu este local no primeiro lugar de peregrinação do Irão.
Takht-i-Suleiman era divida em 2 partes pelo Caminho Processional que se iniciava na espectaular Porta Norte,atravessava o Templo de fogo e o altar onde ardia o Fogo Real terminava no lago.Era aqui neste altar que os reis sassânidas,após a sua coroação faziam uma peregrinação a pé para serem divinamente investidos.
Como os Zoroastrianos não cremavam os mortos(uma vez que assim contaminariam o fogo,nem enterrados para não poluíram a terra),construíram torres de silêncio ou “Dakhmes”,onde expunham os corpos ás aves de rapina e ao Sol,no cimo das torres.
Esta cidade religiosa era conhecida pelos Árabes pelo nome de Shiz e pelos Mongóis por Saturiq.Mas o Fogo Real foi extinto e este espectacular Lugar Sagrado converteu-se no actual desolado amontoado de ruínas.

O Simbolismo de Chartres

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A Catedral de Chartres é um dos locais mais enigmáticos do Mundo.Quem a construiu e porque razão o fez?O que há de tão especial na sua localização?Onde foram os arquitectos buscar todos os conhecimentos necessários á sua construção?
A cidade de Chartres estende-se ao longo do rio Eure,numa fértil planície a cera de 90km a Sudoeste de Paris.
Antes mesmo de os Gauleses e Celtas terem prosperado nesta zona da
Europa,construtores de monumentos megalíticos,como o Stonehenge,trabalharam aqui construindo um Dólmen e um poço no interior de uma colina.O Dólmen 2 ou 3 pesadas pedras aprumadas que suportavam uma outra,achatada e arredondada,formava uma câmara suficientemente alta para dar passagem a um homem.Pensava-se que esta câmara abrigava uma fonte de energia,fértil e poderosa que emanava da Terra.Tais correntes telúricas faziam fluxo e refluxo com as estações,revitalizando tudo o que estava em contacto com elas.Foi Assim que o Dólmen,o poço e a colina começaram a ser venerados como lugares sagrados.
Mais tarde os Druidas,sacerdotes Celtas fundaram uma escola em Chartres,tornando-se assim o centro de ensinamentos Druidas.A Colina e o Dólmen adquiriram assim um novo significado.Mais tarde uma visão profética informou os Druidas de que uma Virgem daria á luz uma criança,esculpiram uma imagem desta Virgem com o menino sentado nos joelhos, num tronco de uma pereira,colocando-a ao lado do poço e da fonte de energia da Terra e chamaram-lhe “Notre-Dame-Sous-Terre”(“A Virgem Debaixo da Terra”)A inscrição foi mais tarde mudada para “Virgini Pariturae”(“Virgem Que Deve Parir”).
Quando os primeiros cristãos,no séc III,chegaram a Chartres e viram a Virgem,enegrecida pelo tempo,colocaram-na numa gruta e chamaram-lhe a “Virgem Negra”.A igreja que edificaram(e todas as outras mais tarde),foi dedicada a Nossa Senhora e á gruta onde repousava,chamaram de “A Gruta dos Druidas”,colocaram a imagem na cripta da igreja ao mesmo tempo,que por qualquer razão desconhecida,chamaram á fonte,ao lado dela,”A Fonte do Poder”.

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Ao todo foram construídas 6 igrejas,mas 5 foram destruídas por incêndios,logo que uma desaparecia logo outra nascia…A ultima que restou é esta Catedral Gótica,que estou a referir-me…

Qual a fonte de conhecimentos necessários a esta construção?

Entre os vários elementos de informação,uma notável história imerge.Tem inicio com o famoso Bernard de Clairvaux,fundador da Ordem de Cister,que levou 9 cavaleiros de França a abandonarem,os seus bens e fazerem uma recolha dos segredos que pensavam estar enterrados no Templo de Salomão,em Jerusalém.Conhecemo-los como os Cavaleiros do Templo e passaram quase 10 anos na Terra Santa,só regressando a França em 1128,tão misteriosamente como tinham partido.
A arquitectura Gótica começou a florescer,por essa altura,embora ninguém saiba onde e como a semente foi lançada.Terão os Cavaleiros descoberto a chave de algum conhecimento secreto?Terão trazido para França segredos que posteriormente vieram a pôr em prática com a ajuda dos monges de Cister?Será o estilo Gótico o resultado directo da busca dos Templários?Existem muitas opiniões controvérsias e a dúvida persiste…Uma das opiniões é que descobriram a Arca da Aliança,ou os segredos que possuía dentro dela,nomeadamente;a Lei Divina que governa o Número,o Peso e a Medida?Teriam os monges decifrado e compreendido os princípios da Sagrada Geometria?Qualquer que tenha sido a natureza das suas descobertas,parece certo que num incêndio onde parte da primeira Catedral fui destruída,em 1194,os monges tinham bons conhecimentos da prática da engenharia Sagrada.Nos 30 anos que se seguiram,vidraceiros,escultores,geómetros,astrónomos e outros criaram um Santuário tão espantoso,que tira o fôlego a qualquer pessoa que o visite!O centro da Catedral situa-se entre a 2ª e a 3ª colunas do coro,no lugar do primitivo altar,até ser mudado no séc-XVI.A cerca de 37m.abaixo deste ponto situa-se o nível da água da fonte.Á mesma distância,mas na direcção do céu,eleva-se o pináculo da abóbada Gótica.

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Um dos muitos Enigmas desta Catedral é o facto de existir uma laje rectangular,colocada obliquamente em relação ás outra pedras da nave ocidental do transepto Sul.Ao meio-dia,no Solstício de Verão,um raio de Sol penetra através de um vidro branco do vitral da janela de Sto.Apolinário e ilumina precisamente o único entalhe perfeitamente visível,na laje.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Chaco Canyon,as Comunidades dos Pueblos

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Um Canyon do Novo México foi cenário de uma das mais primitivas civilizações da América do Norte.Quem viveu aí?Qual seria a função da enorme “Kiva” circular?O que era o Pueblo Bonito?Porque terão os habitantes da região desaparecido tão repentinamente?
Chaço Canyon estende-se por uma região árida,Four Corners,onde ventos fortes provocam súbitas e desastrosas tempestades de areia.Há mais de 1000 anos ainda a população fazia cestos de vime de tal maneira perfeitos que ainda hoje, podemos guardar água neles.Os fantásticos desenhos geométricos que utilizavam na cerâmica ilustram o seu sentido artístico.Estes povos são actualmente conhecidos por Anasazi,o último nome que os Navajos lhes deram.

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As primeiras habitações do Canyon eram escavadas no chão.Mas em 750 d.C.foram construídas habitações de ferro e de pedra,por vezes com uma dúzia ou mais de divisões.Os turistas apreciam mais as chamadas “Casas Grandes”,que se localizam na parte norte.A mais imponente das 19 “Casas Grandes” é sem dúvida “Pueblo Bonito”.Terá nascido no ano 1000 d.C ,como um aglomerado de 20 divisões,mas em cerca de 1150 cresceu tanto que formava já um complexo de 800 divisões contíguas distribuídas por 4 andares.As divisões eram todas do mesmo tamanho,apontando não haver uma hierarquia social.A ausência de mobiliário mostra que tudo,desde os trabalhos artísticos aos cozinhados eram feitos no chão.Na alimentação os cereais constituíam a base,por serem fáceis de armazenar e de moer.Em 1000 d.C os Anasazi produziam 8 variedades de cereais,além de ervilhas e abóboras.Para além disto,apanhavam frutos silvestres,caçavam veado,cabritos,pássaros e outros animais.

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Cada uma das comunidades de Chaço tinha uma “Kiva”,mas “Pueblo Bonito”tinha 37.Tratava-se de uma divisão subterrânea com uma lareira central e uma cobertura feita de cepos de madeira.Um orifício aberto no meio da cobertura cumpria 2 funções;entrada para o aposento e saída do fumo.Restos de ferramentas de oleiros e de teares testemunham que esses objectos eram utilizados nas”Kivas” e que também serviriam como uma espécie de clube para homens.Era aqui que a vida espiritual da comunidade se processava,embora o tipo de rituais que nela se fazia,permaneça desconhecido.A maior parte das”Kivas”,possuía um “Sipapu”, um pequeno buraco no chão,atrás da lareira,destinado a que os espíritos dos antepassados tribais emergissem do buraco,representativo do ponto de comunicação com o Mundo dos espíritos.Do lado oposto ao “Sipapu”,localizava-se uma coluna de ventilação que dava para o exterior e que se tornava necessária ao normal prosseguimento dos trabalhos dentro da “Kiva”.Mas a sua designação índia,que traduzida,é;”Túnel dos Espíritos”,indica que existia um propósito para além de manter o fogo aceso e de providenciar a entrada do ar puro.A natureza subterrânea do”Kiva”,leva-nos a supor que a religião dos Anasazi,pressupunha o controle da energia libertada da Terra.
Conseguir aplacar os espíritos da Natureza deve ter sido uma tarefa bem necessária no território de Four Corners.De uma ano para o outro o clima modificava-se imensamente-o único facto constante era a ausência quase total de chuva.Um Inverno frio e seco deve ter tido efeitos devastadores na população,como parecem demonstra as escavações feitas nos túmulos e que mostram ter havido muitas vítimas de inanição e de doenças relacionadas com a má nutrição.Mas a chave do maior enigma dos Anasazis-o seu rápido desaparecimento-parece residir nas variações climáticas.

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Nos primeiros anos do séc.XII,a população de Chaço Canyon estava no auge do progresso cultural dos Anasazis,mas em 1150,quase tinham desaparecido completamente.Confrontados com uma seca crescente e com a erosão dos campos de cultura,os habitantes de Chaço parecem ter-se decidido a abandonar o Canyon.Migraram para Sudeste,para o Rio Grande,onde se fundiram com os antepassados das tribos Hopi e Zuni.

Erzsébet Báthory-A Condessa Sangrenta

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A Condessa Elizabeth Bathory, foi uma das mulheres mais perversas e sanguinárias que a humanidade já conheceu. Os relatos sobre ela ultrapassam a fronteira da lenda e a rotulam através dos tempos como "A Condessa Sangrenta".
Erzsébet Báthory nasceu em Nyírbátor, que então fazia parte do Reino da Hungria, território hoje pertencente à República Eslovaca. A maior parte de sua vida adulta foi passada no Castelo Čachtice, perto da cidade de Vishine, a nordeste do que é hoje Bratislava, onde a Áustria, a Hungria e a Eslováquia se juntam.
Era filha do nascido plebeu barão Báthory, George e da sua esposa, Anna de Somlyó. Tinha um irmão, Stephan Báthory. Anna era filha de Istvan Báthory I de Somlyó e Katalin Telegdi. Anna era irmã do rei István Batory.
Erzsébet cresceu em uma época em que os turcos conquistaram a maior parte do território húngaro, que servia de campo de batalha entre os exércitos do Império Otomano e a Áustria dos Habsburgo. A área era também dividida por diferenças religiosas. A família Báthory se juntou à nova onda de protestantismo que fazia oposição ao catolicismo romano tradicional.
Vários autores consideram esse o grande motivo de todo o seu sadismo, já que conviveu com todo o tipo de atrocidades quando criança, vendo inclusive suas irmãs sendo violentadas e mortas por rebeldes num ataque ao seu castelo. Ainda durante sua infância, ficou sujeita à doenças repentinas acompanhadas por uma intensa ira e comportamento incontrolável, além de ataques epiléticos.
Foi criada na propriedade de sua família em Ecsed, na Transilvânia.
Em 1571, seu tio István Báthory tornou-se príncipe da Transilvânia e, mais tarde na mesma década, ascendeu ao trono da Polónia. Foi um dos regentes mais competentes de sua época, embora seus planos para a unificação da Europa contra os turcos tivessem fracassado em virtude dos esforços necessários para combater Ivan, o Terrível, que cobiçava seu território.
Teve uma ótima educação, inclusive sendo excepcional pela sua inteligência. Falava fluentemente húngaro, latim e alemão. Embora capaz de cometer todo tipo de atrocidade, ela tinha pleno controle de suas faculdades mentais.

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Aos 14 anos engravidou de um camponês, e como estava noiva do Conde Ferenc Nadasdy, fugiu para não complicar o casamento futuro; que ocorreu em Maio de 1575. Seu marido era um oficial do exército que, dentre os turcos, ganhou fama de ser cruel. Nos raros momentos em que não se encontrava em campanha de batalha, ensinava a Elizabeth algumas torturas nos seus criados indisciplinados, mas não tinha conhecimentos da matança que acontecia na sua ausência por acção da sua amada esposa.
Quando adulta, Elizabeth tornou-se uma das mais belas aristocratas. Quem encontrava na sua presença, não podia imaginar que por trás daquela angelical mulher, havia um mórbido prazer em ver o sofrimento alheio. Num período em que o comportamento cruel e arbitrário dos que mantinham o poder para com os criados era algo comum, o nível de crueldade de Elizabeth era bastante notório. Ela não apenas punia os que infringiam seus regulamentos, como também encontrava motivos para aplicar punições e se deleitava na tortura e na morte das suas vítimas; muito além do que os seus contemporâneos poderiam aceitar...por exemplo,Elizabeth enfiava agulhas embaixo das unhas de seus criados. Certa vez, num acesso de raiva, chegou a abrir a mandíbula de uma serva até que os cantos da boca se rasgassem. Ganhou a fama de ser "vampira" por morder e dilacerar a carne das suas criadas. Há relatos de que numa certa ocasião, uma de suas criadas puxou seu cabelo acidentalmente aos escová-lo. Tomada por uma ira incontrolável, Bathory a espancou até a morte. Dessa forma, ao espirrar do sangue na sua mão, se encantou ao vê-lo clarear a sua pele depois de seco. Daí vem a lenda de que a Condessa se banhava em sangue para permanecer jovem eternamente.
Acompanhando a Condessa nestas acções macabras, estavam um servo chamado apenas de Ficzko, Helena Jo, a ama dos seus filhos, Dorothea Szentos (também chamada de Dorka) e Katarina Beneczky, uma lavadeira que a Condessa acolheu mais tarde na sua sanguinária carreira.
Nos primeiros dez anos, Elizabeth e Ferenc não tiveram filhos pela constante ausência do Conde. Por volta de 1585, Elizabeth deu à luz uma menina que chamou de Anna. Nos nove anos seguintes, deu à luz a Ursula e Katherina. Em 1598, nasceu o seu primeiro filho, Paul. A julgar pelas cartas que escreveu aos parentes, Elizabeth era uma boa mãe e esposa, o que não era de surpreender; visto que os nobres costumavam tratar a sua família imediata de maneira muito diferente dos criados mais baixos e classes de camponeses.
Um dos divertimentos que Elizabeth cultivava durante a ausência do conde, era visitar a sua tia Klara Bathory,bissexual assumida e muito rica e poderosa, Klara tinha sempre muitas raparigas disponíveis para ambas "brincarem".
Em 1604 seu marido morreu e ela mudou-se para Viena. Desse ponto em diante, conta a história que seus actos tornaram-se cada vez mais pavorosos e depravados. Arranjou uma parceira para suas actividades, uma misteriosa mulher de nome Anna Darvulia (suposta amante), que lhe ensinou novas técnicas de torturas e se tornou activa nos sádicos banhos de sangue. Durante o Inverno, a Condessa jogava suas criadas na neve e as banhava com água fria, congelando-as até a morte. Na versão da tortura para o Verão, deixava a vítima amarrada banhada em mel, para os insectos devorarem-na viva. Marcava as criadas mais indisciplinadas com ferro quente no rosto ou em lugares sensíveis, e chegou a incendiar os pêlos pubianos de algumas delas.No seu porão, mandou fazer uma jaula onde a vítima fosse torturada pouco a pouco, erguendo-a de encontro a estacas afiadas. Gostava dos gritos de desespero e sentia mais prazer quando o sangue banhava todo seu rosto e roupas, tendo que ir limpar-se para continuar o acto.
Quando a saúde de Darvulia piorou em 1609 e não mais continuou como sua cúmplice, Elizabeth começou a cometer muitos deslizes. Deixava corpos nos arredores da sua moradia, chamando atenção dos moradores e das autoridades. Com a sua fama, nenhuma criada queria servir-lhe e ela não mais limitou seus ataques às suas servas, chegando a matar uma jovem moça da nobreza e encobrir o facto alegando suicídio.
As investigações sobre os assassinatos cometidos pela Condessa começaram em 1610. Foi uma excelente oportunidade para a Coroa que, há algum tempo, tinha a intenção de confiscar as ricas terras por motivos de dívida de seu finado marido. Assim, em Dezembro de 1610 foi presa e julgada. Em Janeiro do ano seguinte foi apresentada como prova, anotações escritas por Elizabeth, onde contava com aproximadamente 650 nomes de vítimas mortas. Seus cúmplices foram condenados à morte e a Condessa de Bathory à prisão perpétua. Foi presa num aposento no seu próprio castelo, do qual não havia portas nem janelas, só uma pequena abertura para passagem de ar e comida.

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No julgamento de Erzsébet, não foram apresentadas provas sobre as torturas e mortes, baseando-se toda a acusação no relato de testemunhas.
Ficou presa até sua morte em 21 de Agosto de 1614. Foi sepultada nas terras de Bathory, em Ecsed. O seu corpo deveria ter sido enterrado na igreja da cidade de Csejthe, mas os habitantes acharam repugnante a idéia de ter a "Infame Senhora" sepultada na cidade.
Após sua morte, os registros de seus julgamentos foram lacrados, porque a revelação de suas atividades constituiriam um escândalo para a comunidade húngara reinante. O rei húngaro Matias II proibiu que se mencionasse seu nome nos círculos sociais.
Não foi senão cem anos mais tarde que um padre jesuíta, Laszlo Turoczy, localizou alguns documentos originais do julgamento e recolheu histórias que circulavam entre os habitantes de Čachtice. Turoczy incluiu um relato de sua vida no livro que escreveu sobre a história da Hungria. Seu livro sugeria a possibilidade de Erzsébet ter-se banhado em sangue. Publicado no ano de 1720, o livro surgiu durante uma onda de interesse pelo vampirismo na Europa oriental.
Até hoje, o nome Erzsebet Báthory é sinônimo de beleza e maldade para os povos de toda a Europa.