quarta-feira, 30 de novembro de 2011

A Saga dos Nibelungos-Da Lenda á Verdade

Burgundios

Na Idade Média os Germânicos procuraram atribuir a si próprios uma civilização e um passado glorioso que nunca existiram, pois até o século VI não possuíam cidades na margem direita do Reno,as que existiam estavam na margem esquerda e foram fundadas por Gauleses ou Romanos.
A Germania era pobre, atrasada e povoada por Tribos primitivas que emigravam sem cessar para o Ocidente em busca de melhores condições de vida no próspero território do Império; a fome e a miséria entre os Povos Germânicos, além das ferozes guerras que travavam entre si ou com outros povos igualmente primitivos, foram as verdadeiras causas das chamadas Invasões Bárbaras.
Burgundios
Entre esses invasore estavam os belicosos Burgundos, que tentaram repetidas vezes cruzar o Reno e só o conseguiram no início do século V, ocupando uma região que passou a se chamar Burgundia ou Borgonha e travando contínuas guerras contra os Romanos que tentavam expulsá-los. Finalmente, na década de 420, um tratado de paz concedeu-lhes a região e eles tornaram-se súbditos e aliados do Império. Na Idade Média, a Burgundia se tornou um dos mais poderosos principados da Europa.
Assim tudo indica que foi a partir deste tratado que ocorreram os factos que inspiraram os Contos dos Nibelungos, pois eles não falam de guerras com os Romanos, mas falam muito do Rei Huno Átila, a quem os Germânicos chamavam Wetzel.
Atila
A epopéia praticamente termina com a morte de Átila, e por isso podemos situar a ação dos Poemas entre os anos 420, quando foi celebrada a paz com o Império, e 453, ano da morte do famoso Rei dos Hunos. Os Burgundos não conheciam a escrita e não fizeram registros relativos ao período, mas existem relatos Romanos dizendo que na época os seus líderes mais importantes eram Gundefredus e o seu cunhado Sigefredus, sendo que o primeiro era famoso pela astúcia e o segundo pela bravura.
A terminação "fried" era bastante usada pelos Germânicos nos nomes próprios masculinos, e estes, quando Latinizados, adquiriam a terminação Fredus. É possível que um deles se chamasse Guntherfried e o outro Siegfried, e os Romanos lhes tenham Latinizado os nomes para Gundefredus e Sigefredus. Assim, é razoável supor que os referidos líderes Burgundos fossem os Gunther e Siegfried dos Contos.
Burgundios
Os dois teriam rompido devido a um escândalo familiar, pois se dizia que o segundo seduzira a esposa do primeiro; por isso Sigefredus retirara-se para o alto Reno, onde criara um Principado e travara sangrentas guerras com Tribos rivais; no processo, adquirira fama Legendária por sua extraordinária bravura e aliara-se aos Hunos, ao contrário do seu cunhado Gundefredus, que se mantivera fiel à aliança com Roma. Quando Sigefredus foi morto, Átila tomou a bela viúva sob sua proteção e exterminou os inimigos do antigo aliado.
As escassas fontes escritas não mencionam outros personagens nem o envolvimento de Gundefredus na morte do cunhado, ou que esta tenha ocorrido de forma traiçoeira; tampouco dizem ter Gundefredus morrido pela mão de Átila, embora isto possa ter ocorrido quando ele invadiu a Gália em 451 e os Burgundos lhe opuseram tenaz resistência; derrotados, refugiaram-se na Bélgica e uniram-se aos Francos, participando da coligação formada por Aécio para derrotar Átila na batalha de Chalôns, também chamada batalha dos campos Catalúnicos. Quanto à morte do temido Rei dos Hunos, os historiadores são unânimes em afirmar que ela ocorreu por causas naturais, não havendo indícios de assassinato. A versão da Lenda, de que Wetzel tenha sido vítima de partidários de Gunther e Hagen, não possui qualquer suporte histórico.
Os personagens e factos historicamente comprovados, que certamente estão por trás da lenda, são os antes mencionados. Tudo o mais nos Contos dos Nibelungos (seres Sobrenaturais, acontecimentos Mágicos e detalhes Fantásticos) ficam por conta da imaginação popular e do talento criativo de brilhantes escritores e grandes músicos!!!

Existiu,Realmente,Robin Hood???

Robin Hood

Quem foi realmente este personagem Lendário da Idade Média?
Por principios do século XIV, nas profundezas da floresta de Sherwood vagava um proscrito cujas façanhas fizeram dele o principal herói popular do seu tempo. Seu nome é hoje conhecido como Robin Hood. A história das suas obras são narradas em vários livros.Mas é verdade? Este homem realmente existiu?

Robin era um nome a os Pagãos,geralmente,davam aos seres Sobrenaturais, e a cor verde, que foi a roupa distintiva do herói, é a cor Tradicional atribuída ao Espírito da floresta.
Também foi difundida a teoria de que Robin Hood era apenas um dos personagens das cerimônias antigas do primeiro dia de Maio, que ao longo dos anos se tornou uma Lenda em primeiro lugar e, em seguida, um personagem histórico. No entanto, as provas documentais indicam que entre o décimo terceiro e décimo quarto sécs.um homem chamado Robin Hood vivia em Wakefield, York County, e ele pode ter sido o herói da lenda romântica. Robin Hood (cujo nome cristão era Robert) nasceu em 1290, seu pai, Adam Hood era um guarda florestal a serviço de João, Conde de Warenne e senhor da mansão de Wakefield.
Em 1322, o mestre do país de Robin era Thomas, Conde de Lancaster. Robin escondeu-se na floresta de Barnsdale, que na época er coberta cerca de 48 km quadrados e acabou se unindo a Floresta de Sherwood, que cobria us 40 km quadrados,e acabava unindo-se á floresta de Sherwood,que ocupava outros 40 km,no condado de Nottingham. As florestas eram atravessados ​​pela Grande Estrada do Norte, construída pelos Romanos, esta rota dava enormes lucros para os salteadores.Nesta região nasceu a Lenda de Robin Hood.
Robin Hood
Robin Hoods Bay, que fica a muitos km da costa do Condado de York, foi assim nomeado em memória do fora-da-lei, cujo grupo tinha numerosos barcos ancorados lá, que usavam para pescar e, eventualmente, para escapar das autoridades. Durante as suas viagens, Robin visitou a igreja de St. Robin onde puxou a espada, antes de ser capturado e matou 12 soldados.
Mas o que transformou a Robin Hood num herói popular, era a sua defesa dos desamparados. Uma das histórias mais famosas emergentes dos bosques de carvalho de Sherwood, é a Lenda do encontro de Robin Hood com o Rei Edward II. Narra que o rei, sabendo que o número dos cervos reais de Whetwood,diminuíam devido ao apetite de Robin Hood e ao seu bando de bandidos decidiu limpar a floresta de Proscritos. Quando encontraram Robin Hood e parte do seu bando, eles exigiram dinheiro, o Rei deu-lhes 40 £ e disse que era tudo que tinha.
Robin então tomou 20 libras para distribuir entre os seus homens e os outros 20 retornaram ao Rei. Nesse momento Edward II mostrou o selo Real a Robin e disse que o queria ver em Nottingham, Robin pediu,então, aos seus homens para se ajoelharem perante o selo real e jurou fidelidade ao Rei.
O nome de Robin Hood aparece meses depois, em 1324, nos registros da casa de Edward II. Há registros de salários pagos a Robin até Novembro do mesmo ano. A partir dessa data, o nome de Robin desaparece dos documentos oficiais para mergulhar de volta no folclore. É possível que, depois de desfrutar por muito tempo da liberdade na floresta, Robin fosse incapaz de estar ao serviço de alguém, nem mesmo do seu Rei.
As Aventuras de Robin Hood nas florestas continuaram até cerca de 1346,diz-se que morreu naquele ano, no Mosteiro de Kirki.
A sua história termina quando Robin Hood consegue soar o seu chifre de caça,pela ultima vez,trazida pelo seu fiel companheiro, Little John. Antes da sua morte, Robin atirou uma flecha pela janela do seu quarto,em direção da floresta, e pediu para ser enterrado no local onde a flecha tivesse caído. Ainda hoje é possível ver o local que Robin elegeu como seu Túmulo.
Robin Hood

O Castelo Castelo Ballindalloch

Castelo Ballindall

O Castelo Ballindloch é um dos Castelos Escoceses Assombrados mais famosos!!!!Hoje iremos visitar este Castelo,um pouco mais em pormenor...

O Castelo de Ballindalloch tinha originalmente na torre da casa,um plano Z, mas foi muito alterado e ampliado ao longo dos séculos. A torre principal do século 16, a data de 1546 está gravada num lintel de pedra num dos quartos.
O Castelo foi substancialmente reparado depois de ter sido saqueado e queimado pelo Marquês de Montrose após a Batalha de Inverlochy em 1645.
O General James Grant acrescentou duas novas alas em 1770, uma ao sul e a outra no Norte.O seu sobrinho-neto, George Macpherson de Invereshie,sucedeu-lhe. Em 1838, ele criou Sir George Macpherson-Grant, 1 Barão de Ballindalloch.
Sir John Macpherson-Grant,o segundo Barão, realizou extensas renovações em 1850. Ele acrescentou que o pátio e mudou a entrada para a torre leste.
Em 1878, Sir George Macpherson-Grant, 3 Barão, acrescentou mais nove quartos no Castelo, mas esta ala foi demolida durante o trabalho de restauração em 1965.A sua outra grande adição para a propriedade foi melhor.
A mesma família tem vivido no castelo desde a sua construção e Ballindalloch permanece na casa dos Macpherson-Grants.
Esta é a parte histórica,mas como disse é um dos mais mal assombrados da Escócia...
O mais conhecido fantasma deste Castelo é a Dama Verde, que assombra a sala de jantar.
O Castelo Ballindalloch também é conhecido por várias aparições de fantasmas femininos, embora não haja registros de quem eram estas mulheres, mas suspeita-se que tenham sido amantes rejeitadas, que ainda sofrem por seus amados.
Além disso, o fantasma de um certo General James Grant aparece,ocasionalmente, cavalgando num cavalo branco ao redor do Castelo. O General está supostamente enterrado alí perto e há alguma especulação sobre se o seu espírito existe para vigiar e proteger o Castelo.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Descoberto o Berço das Amazonas???

Deuses

Vários túmulos de mulheres cavaleiras e guerreiras, enterradas com suas armas, foram descobertos no sul da Rússia. Exactamente onde os Gregos Antigos diziam que ficava o Reino das Amazonas.

A Lenda nasce em tempos imemoriais,com uma tribo de mulheres guerreiras que mutilavam um dos seios para manejar o arco e a flecha e viviam sem homens - as temíveis Amazonas. Os Gregos foram os primeiros a falar delas, difundindo um Mito que viajou para outras culturas e acabou batizando grande parte do Brasil como "a terra das Amazonas".Isso porque quando os Espanhóis exploraram a região, em 1542, juravam tê-las encontrado, pessoalmente, onde o Rio Jamundá desemboca no Amazonas, perto da atual fronteira entre os Estados do Amazonas e do Pará.
Ninguém, naturalmente, levava essa história a sério. Para os cientistas, nunca se colocou a hipótese de que um povo de mulheres Guerreiras pudesse ter existido, sete séculos antes da era Cristã, exatamente onde os Gregos situavam as Amazonas. Há alguns meses, entretanto, um artigo na revista Archaelogy abalou esse ceticismo científico.
Perto da cidade de Pokrovka, onde a Rússia se encontra com o Cazaquistão, a Arqueóloga Americana Jeannine Davis-Kimball, do Centro de Estudos dos Nomades Euroasiáticos, da Universidade de Berkeley, na Califórnia, descobriu cerca de 100 Túmulos do Povo Sármata. Eles viviam, no século VI antes de Cristo, nas estepes entre o Mar Negro e o Mar Cáspio - a Sarmátia, a terra das Amazonas, segundo o Historiador Grego Heródoto (484-420 a.C.). O intrigante é que 15% das covas eram de mulheres, algumas de 13 ou 14 anos, enterradas com flechas de bronze, espadas e adagas. Os esqueletos tinham as pernas arqueadas, como as de quem passa boa parte dos seus dias a cavalo. Havia várias sepulturas com homens e bebés juntos. E nenhuma criança enterrada com mulheres.
A descoberta está provocando sensação entre Antropólogas e Arqueólogas de inspiração feminista, como a própria Davis-Kimball. Ela não sabe, ainda, como explicar tudo o que encontrou e prefere uma interpretação prudente. "Provavelmente eram pastoras", disse à SUPER. "Talvez carregassem armas para se defenderem a si próprias, a seus animais e ao seu clã, de ladrões ou inimigos". Mas os dados que possui lhe autorizam a propor uma revisão da teoria Antropológica sobre o predomínio do patriarcado na civilização. "No mínimo", adverte, "no passado, os papéis sexuais nem sempre foram tão definidos quanto se costuma acreditar."

Europa

A terra das estepes

A antiga Sarmátia ficava entre o Mar Negro e o Cáspio. Os túmulos foram encontrados perto da cidade de Pokrovka, na fronteira entre a Rússia e o Cazaquistão.

Quando as mulheres não eram tão frágeis;

"Por que iria uma tribo, há mais de 2500 anos, retirar as flechas dos homens para enterrá-las com as mulheres?", pergunta Davis-Kimball. "Não tenho dúvida. Elas eram Guerreiras. E andavam muito a cavalo." Isso, entretanto, não quer dizer que fossem Amazonas conforme o figurino Grego. O certo é que seu papel na Sociedade não era nada passivo.
Entre os corpos desenterrados, há até três Sacerdotisas Guerreiras, identificáveis pelos objetos dentro do túmulo; jóias de ouro, braceletes e colares, conchas, contas de pedra e vidro com valor religioso, espelhos de bronze e vasos cerimoniais para sacrifícios aos deuses, além de armas.

"Elas tinham importante função social, como adivinhas e oráculos", explica a arqueóloga.

Havia também vários bebés enterrados junto com homens. À primeira vista parecem sugerir que o cuidado com as crianças cabia ao sexo masculino. Mas isso é especulação, como a própria descobridora alerta;

"Não posso explicar, por enquanto. Podiam ser homens de baixo status social que tomavam conta das crianças enquanto os pais e as mães estavam trabalhando. Podiam até ser homossexuais".

Mitologia e História

No ano 450 a.C., quando Heródoto escreveu sobre as amazonas, a lenda já existia. Ela aparece em várias passagens da mitologia grega. Na Ilíada, de Homero (século VIII a.C.), que conta a Guerra de Tróia, as Amazonas surgem aliadas aos Troianos. Aquiles, o herói Grego, vence a Rainha Guerreira Pentessiléia, enamorando-se dela no momento em que a mata. Uma autêntica tragédia Grega. De acordo com a Mitologia Greco-Romana, as Guerreiras teriam nascido de um caso de amor entre o Deus da Guerra, Marte, e a ninfa Harmonia. O nono dos doze trabalhos de Hércules foi apoderar-se do cinturão de Hipólita, outra Rainha das Amazonas.
A palavra Amazona vem de "Mázos" (seio) antecedida pelo prefixo "Alpha" (A, em Grego), que, aí, indica ausência. Quer dizer "Sem Seio". Há versões do Mito em que as mulheres mutilavam um dos seios para melhor manejar o arco e flecha. Davis-Kimball acha isso fantasia pura, porque não há representação artística na época (século VII antes de Cristo), ou mesmo posterior, que mostre as mulheres sem um seio;

"A tradução para o termo também poderia ser "Que Não Foi Amamentado". Poderiam ser Guerreiras que não foram amamentadas".

Heródoto viajou pelo Mar Negro e relatou no clássico História as informações que recolheu sobre as Guerreiras. Segundo ele, uma expedição Grega, em data não definida, teria vencido as Amazonas na batalha de Termodonte e levado várias cativas, em barcos. Mas, chegando a alto-mar, as prisioneiras rebelaram-se e desembarcaram na Cítia, na costa do Mar de Azov, atual Rússia. Os Citas e as Amazonas teriam se unido e emigrado para as estepes entre os rios Don e Volga, dando origem ao Oovo Sauromata.

"As mulheres Sauromatas", diz o historiador, "conservam os seus antigos costumes; montam a cavalo e vão à caça. Acompanham os maridos na guerra, trajando as mesmas vestes que eles. Têm uma lei segundo a qual uma mulher não pode casar-se enquanto não matar um inimigo. Por isso, muitas morrem de velhice, solteiras."

A chegada dos Sármatas

Segundo Davis-Kimball, os Sauromatas se espalharam por uma grande área. Por volta de 400 a.C., foram colonizados por um povo Indo-Europeu que veio da Ásia Central, os Sármatas, com quem se misturaram.
A maioria dos túmulos descobertos em Pokrovka são do primeiro período Sármata. Está claro que, pelo menos no início de sua civilização, os Sármatas treinavam as mulheres jovens em equitação e no manejo de armas.
Arqueólogos Russos já haviam encontrado túmulos de mulheres com armas no Cazaquistão. Mas, por distração - ou por preconceito - , o fato não recebeu a merecida atenção.

"Nossas escavações", diz a Arqueóloga Americana, "mostram que as mulheres em Pokrovka, há 2.500 anos, detinham uma posição única na sociedade. Controlavam riquezas, realizavam rituais para suas famílias e clãs, andavam a cavalo, caçavam antílopes das estepes e pegavam em armas para se defender e aos seus." Eram poderosas.

Afinal, Existiu ou Não Matriarcado?

As descobertas de Davis-Kimball encantaram a ala feminista da Antropologia nos Estados Unidos.

"A tese do Patriarcado Universal pode se revelar o mais consumado mito machista", celebra a antropóloga Sarah Nelson, da Universidade de Denver. Mas pode ser cedo para se chegar a essa conclusão.
O regime em que o pai exerce a autoridade na família, o Patriarcado, fundou a ordem das sociedades Gregas e Hebraicas e a própria Civilização Cristã Ocidental. Do seu oposto, o Matriarcado, o sistema onde supostamente a mulher exerceria a autoridade, não há exemplos na História. Só Mitologias.
Há sim, muitos povos Tribais em que os direitos de herança e de linhagem são transmitidos pela família da mulher - do tio materno para o filho de sua irmã, e não do pai para o filho mais velho -, como os Trobriandeses da Melanésia, os Ashantis de Gana e os Kayapós no Brasil. Mas, mesmo nessas Sociedades, o poder político continua exercido pelos homens.

Papéis Diferenciados

A Antropóloga Sherry Ortner, da Universidade de Columbia, explicou à SUPER que o domínio masculino se estabeleceu em função dos papéis diferenciados do homem e da muher na reprodução sexual. Como as mulheres são mais associadas à fertilidade e, portanto, à natureza, o poder Patriarcal teria se desenvolvido"como parte do impulso social para controlar a ameaça que a natureza representa". Dominar as mulheres era um prolongamento da dominação da natureza.
Davis-Kimball acredita que a Antropologia sobre o gênero e os papéis sexuais precisa avançar muito mais. Mas não acredita que sua descoberta na Rússia contribua para uma ressurreição do Matraiarcado.

"Até agora, a Arqueologia tem sido muito tímida no exame do papel da mulher nas sociedades passadas. Pode haver surpresas." Como as Amazonas Sármatas.

No Brasil, o Delírio do Frei Gaspar de Carvajal

Dois mil anos depois da Sarmátia, no outro lado do Mundo, os Espanhóis liderados por Francisco Orellana teriam encontrado Amazonas no Brasil, em 1542, na foz do Rio Jamundá. Os Europeus desembarcados na América vinham com imaginação febril, incendida por muitos Mitos. O suposto episódio acabou identificando toda a região.
Orellana e Gonzalo Pizarro (irmão do conquistador do Peru, Francisco Pizarro) partiram de Quito, com 150 Espanhóis e 4 000 Indios, em Dezembro de 1541, para explorar a região além dos Andes. Separaram-se na confluência dos rios Coca e Napo, no Equador, e Orellana desceu a correnteza desse rio até cair no Amazonas, que navegou, até a foz, na Ilha de Marajó. Daí foi para a Venezuela. Levou oito meses para ir dos Andes ao Atlântico.
Deuses
Mulheres Sem Homens

No dia 24 de Junho de 1542, houve o encontro que o escriba da expedição, Frei Gaspar de Carvajal, descreveu assim;

"Dobrando uma ponta do rio vimos grandes aldeias. Era a terra das Amazonas. Os Espanhóis começaram a atirar nos Indígenas que lutavam como bichos bravios. Soubemos que eram súditos das Amazonas e que, conhecida a nossa vinda, foram pedir-lhes socorro, vindo dez ou doze. Combatiam como capitãs e lutavam tanto que os Indios não ousavam fugir, pois elas os matavam a pauladas. São alvas e altas, com cabelo comprido. Andam nuas em pêlo, com arcos e flechas, fazendo tanta guerra como dez índios".

Depois de matar várias, os Espanhóis prenderam um Indio que contou o que sabia. Aqui, o relato do Frei delira;

"As mulheres residiam ao Norte. Não tinham maridos. Dividiam-se em setenta aldeias de pedra ligadas por estradas amplas, com cercas, e exigiam pedágio. Quando lhes vinha o desejo, faziam prisioneiros que libertavam depois da coabitação. Os meninos matavam e criavam as meninas para a guerra. Têm muito ouro e prata. As casas têm assoalho e os tetos são forrados de pinturas coloridas. Vestem lã finíssima do Peru".

Faltaram só os cavalos. Nos séculos seguintes, muitos exploradores procuraram as amazonas que Orellana viu. Mas foi sempre em vão. Elas não existiam.

As Provas Materiais

Os túmulos das mulheres Sármatas contêm adornos femininos e armas de guerra.

Vaso de cerâmica para sacrifícios religiosos

Pontas de flecha, de bronze

Dente de javali usado como adorno e amuleto

Brincos de pedra polida

Adaga de ferro

Pingente de ouro, com a forma de um leopardo-da-neve

História dos Francos

Povos

A maioria dos Reinos Bárbaros formados a partir da destruição do Império Romano do Ocidente teve vida curta. Saxões, Visigodos, Ostrogodos Alamos, Burgúndios e outros Povos não resistiram às pressões externas e acabaram dominados ou destruídos. Apenas os Francos conseguiram se estruturar e fincar raízes na Gália. Depois expandiram seus domínios sobre territórios que hoje correspondem à França, Alemanha, Bélgica, Itália e mais oito Países da Europa. A palavra Franco vem do Alemão antigo "Frekkr" e significa forte, ousado, corajoso. Essas eram exactamente as qualidades que Carlos Magno procurava ostentar como o maior soberano dos Francos e grande guerreiro Cristão. Por isso, Carlos Magno foi coroado pelo Papa Leão III com o título de Imperador na tentativa de resgatar a autoridade do antigo Império Romano.
De todos os povos bárbaros Germânicos, os Francos merecem especial atenção, pois conseguiram estruturar um poderoso Estado de grande significação na Alta Idade Média Europeia. Esse Estado formou-se e expandiu-se sob o governo de duas Dinastias;

Dinastia dos Reis Merovíngios (século V a VIII) - período da formação do Reino Franco, das suas primeiras expansões territoriais e da aliança estabelecida entre o rei e a Igreja Católica Romana.

Dinastia dos Reis Carolíngios (século VIII e IX) - período do apogeu dos Francos, da sua máxima expansão territorial e da tentativa de se fazer ressurgir um Império Universal.
Povos
Os Merovíngios

Meroveu foi líder dos Francos na primeira metade do século V, chefiando o seu povo na luta contra os Hunos (Batalha dos Campos Catalúnicos). Por descender de Meroveu, a primeira dinastia dos reis Francos é dominado Merovíngia.
Em termos efetivos, o primeiro Rei Merovíngio foi Clovis (neto de Meroveu), que governou durante vinte nove anos (482-511). Clovis conseguiu promover a unificação dos Francos, expandiu seus domínios territoriais e converteu-se ao Cristianismo Católico.
Depois da morte de Clovis,os seus quatro filhos dividiram o Reino Franco, enfraquecendo-o politicamente. Somente com o Rei Dagoberto (629-639) houve uma nova reunificação dos Francos. Entretanto, após sua morte surgiram novas lutas internas que aceleraram o desmoronamento do poder dos Reis Merovíngios.
Os sucessores de Dagoberto tiveram os seus poderes absorvidos por um alto funcionário da corte, o Prefeito do Palácio (Mordomo do Paço) que, na prática, desempenhava o papel do verdadeiro Rei. Quando aos Reis Merovíngios, assumiram uma vida de prazeres e de ociosidade, o que lhe valeu o título de Reis indolentes.
No final do século VII, o Mordomo do Paço Pepino de Herstal (679-714) tornou o seu cargo hereditário.O seu sucessor, Carlos Martel (714-741), adquiriu grande prestigio e poder, principalmente depois de conseguir deter o avanço dos Arabes Muçulmanos em direção à Europa Ocidental.
Foi na famosa Batalha de Poitiers, em 732 que Carlos Martel venceu o Emir Arabe Abderramã, contando com os esforços da infantaria dos Francos. Interrompendo o avanço dos Muçulmanos em direção à Europa, Carlos Martel ficou conhecido como o salvador da Cristandade Ocidental.
Ao morrer, Carlos Martel repartiu seus domínios entre os seus dois filhos;Carlomano e Pepino. Em 747 Carlomano entrou para a vida Monástica, deixando para Pepino todos os poderes políticos deixados pelo pai. Em 751, Pepino destronou o último e enfraquecido rei Merovíngio, Childerico III, e fundou a Dinastia Carolíngia.

Os Carolíngios
Povos
Pepino, o Breve, obteve o reconhecimento do papa Zacarias para o destronamento do último Rei Merovíngio, que se recolheu a um Mosteiro. Eleito Rei de todos os Francos, Pepino foi abençoado solenemente pelo Arcebispo Bonifácio, representante do Papa.
Antes de morrer, 768, Pepino dividiu Reino entre seus dois filhos;Carlos Magno e Carlomano. Porém, três anos após receber sua parte no Reino (771), Carlomano morreu e Carlos Magno tornou-se soberano absoluto do Reino Franco. Através de diversas guerras, Carlos Magno ampliou os domínios dos Francos, apoderando-se de regiões como a Saxonia, Baviera, Lombardia e quase toda a Itália. Suas conquistas trouxeram-lhe prestígio e poder.
Povos
Império Carolíngio

A Igreja Católica aliou-se a Carlos Magno, pois desejava a proteção de um Soberano poderoso e Cristão que possibilitasse a expansão do Cristianismo. Assim, no dia 25 de Dezembro de 800, Carlos Magno recebeu do Papa Leão III o título de Imperador do Sacro Império Romano.
Foi uma cerimónia pomposa e solene, que pretendia reviver, através do novo Imperador, a autoridade do Império Romano do Ocidente, desaparecido em 476 com as invasões Germânicas. Desse modo, Carlos Magno foi coroado como legítimo sucessor dos grande Imperadores Romanos.
A princípio, o Império Bizantino não recolheu o título concedido a Carlos Magno. O Imperador Bizantino Miguel I exigiu, para dar seu reconhecimento, concessões territoriais da região da Dalmácia e da Ístria.

A Administração do Império

O Império Franco não tinha capital fixa.A sua sede dependia do lugar onde se encontrava o Imperador e sua Corte. De modo geral, Carlos Magno permanecia por maior tempo na cidade de Aquisgrã (Aix-la-Chapelle).
Procurando dar uma organização mais adequada aos usos e costumes vigentes no Império, Carlos Magno baixou normas escritas conhecidas como capitulares.

Condes, Marqueses e Missi-Dominici

Carlos Magno criou subdivisões administrativas, encarregando os Condes, os Marqueses e os "Missi-dominici" de controlá-las.
Cabia aos Condes, responsáveis pelos territórios do interior (Condados), fazer cumprir as capitulares e cobrar os impostos em nome de Carlos Magno.
Aos marqueses, cabia defender e administrar os territórios situados nas fronteiras do Império, isto é, as marcas.
Os "Missi-dominici", inspetores reais, viajavam por todo o Império e tinham plenos poderes para controlar a ação dos administradores locais.

O Beneficium e os Vassalos do Rei

Durante o governo de Carlos Magno, muitas terras do Império foram concedidas em "Beneficium" a diversos Nobres locais. Esses Nobres tornavam-se, então, Vassalos do Rei, tendo para com ele dever de fidelidade. Por estarem na condição de Vassalos diretos do Rei, muitos desses Nobres se recusavam a obedecer às instruções de autoridade administrativas, como os "Missi-dominici".
Essa atitude dos Nobres foi um importante elemento para a formação da sociedade feudal, com fragmentação do poder nas mãos de diversos Nobres Senhores de terra, unidos apenas pelos laços de Vassalagem.

A Renascença Carolíngia
Povos
Guerreiro audacioso, Carlos Magno dedicou-se, durante toda a vida, mais à espada do que ao cultivo do espírito, permanecendo analfabeto praticamente até a idade adulta. Entretanto, na qualidade de administrador, preocupou-se em promover o desenvolvimento cultural do Império Franco, talvez para dar legitimidade à pretendida recriação do Império Romano Ocidental.
Assessorado por intelectuais, como o Monge Alcuíno, o bibliotecário Leidrade e os Historiadores Paulo Diácomo e Eginardo, Carlos Magno abriu escolas e Mosteiros, estimulou a tradução e a cópia de manuscritos antigos e protegeu artistas.
Assim, o período de seu governo foi marcado por significativa atividade cultural, que abrangeu os setores das letras, das artes e da educação. Trata-se da chamada Renascença Carolíngia, que contribuiu para a preservação e a transmissão de valores da cultura da Antiguidade Clássica.

A Divisão e a Decadência do Império

Ao morrer, em 814, Carlos Magno deixou o poder Imperial para seu filho Luís I, o Piedoso, No reinado de Luís I, o Império Carolíngio ainda conseguiu manter sua unidade política, mas após sua morte, em 840, o Império foi disputado por seus filhos, numa desgastante guerra civil.
Pelo Tratado de Verdun, assinado em 843, os filhos de Luís I firmaram a paz, estabelecendo a seguinte divisão do Império Franco;

Carlos II, o Calvo, ficou com a parte ocidental, compreendendo a região da Franca atual;

Luís, o Germânico, ficou com a parte oriental, compreendendo a região da Alemanha atual;

Lotário ficou com a parte central, compreendendo regiões que estendiam da Itália até o mar do Norte.

Em cada uma dessas regiões Carolíngias foi perdendo o poder, com as sucessivas divisões internas dos Reinos. Assim, a obra de unidade política realizada por Carlos Magno não conseguiu sobreviver um século depois de sua morte.

Causas da Decadência;Crise e Invasões

O desmembramento do poder real dos Monarcas Carolíngios foi acompanhado pela crescente independência e autonomia da Nobreza agrária. Houve forte descentralização e fragmentação do poder político, evidenciando a crise interna vivida pelo Império.
Depois de um período sem invasões, a Europa Cristianizada sofreu uma série de novas invasões, nos século IX e X, em três grande frentes; leste, norte e sul.
Do Leste vieram os Húngaros (Magiares), que promoveram ataques periódicos, saqueando vilas, Mosteiros e propriedades rurais.
Do norte ocorreu a invasão do Vikings (Escandinavos), que, vindos da Dinamarca pelo mar do Norte, lançaram-se em constantes ataques de Pirataria locais do litoral europeu. Em 911, o Rei franco Carlos, o Simples, cedeu a um dos chefes Vikings, Rollon, o território da Normandia. Em contrapartida, Rollon tornou-se vassalo do Rei Franco.
Pelo sul chegaram os Arabes, que, dominando a navegação pelo mar, Mediterrâneo, lançaram-se em sucessivos ataques de pilhagem e diversas regiões da Itália (Roma, Campânia e Lácio) e as grandes ilhas (Sicília, Córsega e Sardenha).
O renomado historiador Henri Pirenne defende a tese de que o comércio entre Europa e Oriente continuou ativo, ainda que enfraquecido, mesmo com o fim do Império Romano do Ocidente. Só com o estabelecimento do domínio Arabe no mar Mediterrâneo é que houve forte retração no comércio europeu-oriental:

"O fato de a expansão Islâmica ter fechado o Mediterrâneo, no século VII, teve como resultado a rapidíssima decadência do comércio. No decorrer do século VIII, os mercadores desapareceram em virtude da interrupção do comércio. A vida urbana, que ainda permanecia, graças a esses mercadores, malogrou ao mesmo tempo.
Manifestou-se, então, um empobrecimento geral. O numerário de ouro, herdado dos Romanos, desapareceu, sendo substituido pela moeda de prata dos carolíngios. Essa é uma prova evidente do rompimento com a economia antiga caracteristicamente mediterrânea".

A Formação das Sociedades Feudais

O clima de insegurança e de intranquilidade espalhado pela onde de invasões conduziu os Cristãos Europeus a construir vilas fortificadas e Castelos cercados com grandes estacas.
Todo esse sistema defensivo criado pela iniciativa particular dos Nobres de cada região demonstrava a falta de poder dos Reis para organizar a defesa da sociedade como um todo. Cada um defendia-se como podia, associando-se a Senhores mais poderosos, em busca de proteção. Nesse sentido, as "invasões" assinalaram uma data essencial na formação das sociedade Feudais do ocidente.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Tell El-Amarna-A Cidade de Akhenaton

Egipto

Akhetaton, "o Horizonte de Aton", em Egípcio Antigo(Hoje Tell El-Amarna), foi a capital efémera do Egipto, residência real durante grande parte do reinado do Faraó Akhenaton e centro da nova religião estatal introduzida nessa altura. É uma das poucas cidades Egípcias que foi possível escavar de modo significativo. O seu traçado e arquitetura são bem conhecidos, pois foi abandonada uns 15 anos depois de ter sido fundada, escapando assim à destruição que teria resultado da habitação contínua. O Faraó Akhenaton construiu em solo virgem, não manchado por qualquer presença humana anterior, mas não se conhecem as razões exactas da sua escolha desta vasta baía na margem oriental do Nilo, a norte do maciço de Gebel Abu Feda. Recentemente tem-se sugerido que o aspecto da paisagem, semelhante a um vasto hieróglifo que designa "Horizonte", possa ter sido uma dessas razões.
As fronteiras de Akhenaton eram marcadas por uma série de estelas que rodeavam esta zona em ambas as margens do rio. Na margem ocidental,mais a norte (Estela A) fica em Tuna el-Gebel, enquanto na margem oriental Akhetaton chegava perto dos túmulos de el-Sheikh Said (Estela X).
Egipto
Embora tenha sido fonte de muitas obras de arte, Akhetaton desilude o visitante, pois quase não há edifícios de pé. O saque começou pouco depois de a cidade ter sido abandonada, com a remoção das pedras para locais de construção vizinhos, em especial para el-Ashmunein.
À exceção do lado virado para o rio, a planície de Akhetaton é inteiramente cercada por uma cadeia rochosa, interrompida de vez em quando por Uadis. A baía tem uns 10 km de comprimento e cerca de 5 km de largura, mas a cidade em si ocupa apenas a zona mais próxima do rio. A sua parte central, a mais importante, compreendia o Per-Aton-em-Akhetaton "o Templo de Aton em Akhetaton", conhecido por "Grande Templo", e o edifício ofical do estado, "o Grande Palácio", as partes principais deste último eram as seguintes;

-Os "Aposentots oficias", constituídos por uma série de pátios e salas com colunas e construídos em pedra

-O "Harem", com os aposentos dos criados anexos e a chamada "Sala da Coroação".

A residência particular de Akhetaton ficava do outro lado da rua e estava ligada ao "Grande Palácio" por uma ponte. Ali perto ficava o "Arquivo Oficial", que revelou em 1887, a correspondência diplomática em escrita cuneiforme (com caras de Akhetaton) trocadas entre Amenhotep III, Akhenaton e Tutankhamon e os seus vassalos, Soberanos da Palestina, Síria, Mesopotâmia e Asia Menor. Este aglomerado de edifícos oficiais era cercado, a Norte e a Sul, por residências privadas, oficinas, estúdios de escultores etc. Conhecem-se os nomes dos donos de muitas das casas através de elementos arquitetónicos inscritos, encontrados durante a escavação (o escultor Tutmose, o vizir Nakht e outros).
Próximo da extremidade da baía de Akhetaton encontrava-se o Maru-Aton, grupo de edifícos que compreendia também um lago, um quiosque numa ilha e canteiros de flores, decorado com pavimentos pintados. No extremo norte da baía estava o "Palácio do Norte", que é talvez mais uma residência real. A finalidade exacta de alguns dos edifícios de Akhetaton continua, no entanto, a ser alvo de conjectura.
Os Túmulos dos funcionários de Akhetaton foram cavados nos rochedos que cercam a planície. Se excluirmos Tebas e Sakkara, Akhetaton é o único local que se pode descrever como uma importante necrópole do Império Novo. Os Túmulos formam dois grandes grupos e obedecem a um plano semelhante ao dos Túmulos Tebanos da 18ª dinastia;um pátio exterior,e uma sala comprida e uma sala larga, ambas, por vezes, com colunas e um nicho para estátua. A decoração era em baixo-relevo. A data é revelada pelos temas novos e pelas invulgares convenções artísticas da arte de Akhetaton. Não se sabe como é que muitos destes túmulos foram realmente utilizados, tendo alguns dos seus donos mandado construir outros noutro sítio, quer antes, quer depois da transferência para Akhetaton. O túmulo nº 25 do grupo sul foi preparado para Aya, que veio a ser o penúltimo faraó da 18ª dinastia e que foi enterrado num túmulo no vale dos Reis, em Tebas nº 23.
Egipto
Akhenaton escolheu para túmulo da sua própria família uma ravina a cerca de 6km da foz do grande Uadi Abu Hasah el-Barhi...

Os Árabes

Povos

Os Arabes têm a sua história vinculada á Península Arábica, onde primordialmente se fixaram numa região de vários desertos que dificultavam a criação de povos sedentarizados. Por isso, percebemos que no início de sua trajetória, os Arabes eram povos de feição nómada que se intercalavam entre as regiões desérticas e os valiosos oásis presentes ao longo deste território.
Povos
Conhecidos como Beduínos, essa parcela do povo Arabe era conhecida pela sua Religião politeísta e a criação de animais. A realidade dos Beduínos era bem diferente da que poderíamos ver nas porções litorâneas da Península Arábica. Neste outro lado da Arábia, temos a existência de centros urbanos e a consolidação de uma economia agrícola mais complexa. Entre as cidades da região se destacava Meca, grande centro comercial e religioso dos Arabes.
Povos
Regularmente, os Arabes deslocavam-se para a cidade de Meca a fim de prestar homenagens e sacrifícios às Divindades presentes naquele local. Entre outros simbolos Sagrados, destaca-se o vale da Mina, o monte Arafat, o poço sagrado de Zen-Zen e a Caaba, principal Templo sagrado onde era abrigada a Pedra Negra, um fragmento de meteorito de forma cúbica protegido por uma enorme tenda de seda preta.
A atração de motivo religioso também possibilitava a realização de grandes negócios, que acabaram formando uma rica classe de comerciantes em Meca. Nos fins do século VI, essa configuração do mundo Arabe sofreu importantes transformações com o aparecimento de Maomé, um jovem e habilidoso caravaneiro que circulou várias regiões do Oriente durante suas actividades comerciais.
Nessa altura, entrou em contacto com diferentes povos e, supostamente, teria percebido as várias singularidades que marcam a crença Monoteísta dos Cristãos e Judeus. Em 610, ele provocou uma grande reviravolta na sua vida ao acreditar que teria de cumprir uma missão Espiritual revelada pelo Anjo Gabriel, durante um sonho. A partir de então, se tornou o profeta de Alá, o único Deus verdadeiro.
O sucesso da sua actividade de pregação acabou estabelecendo a conquista de novos adeptos ao Islamismo. A experiência Religiosa inédita soou como uma enorme ameaça aos comerciantes de Meca, que acreditavam que o comércio gerado pelas peregrinações politeístas seria aniquilado por essa nova confissão. Com isso, Maomé e seu crescente número de seguidores foram perseguidos nas proximidades de Meca.
Acuado, o profeta Maomé resolveu se refugiar na cidade de Yatreb, onde conquistou uma significativa leva de convertidos que pressionaram militarmente os comerciantes de Meca. Percebendo que não possuíam alternativas, os comerciantes decidiram reconhecer a autoridade Religiosa de Maomé, que se comprometera a preservar as Divindades milenares da cidade de Meca.
Povos
A partir desse momento, os Arabes foram maciçamente convertidos ao ideário do Islamismo e vivenciaram uma nova fase na sua trajetória. Entre os séculos VII e VIII, os islâmicos estabeleceram um processo de expansão que difundiu a sua crença em várias regiões do norte da África, da Península Ibérica e em algumas parcelas do mundo oriental.Nós Ibericos a eles devemos muito da nossa cultura...na Linguagem,Alimentação,Agricultura,Navegação e muito mais que descobrimos com eles...!!!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A Sala de Ambâr,Um Mistério Imperial

Enigmas

Quando Catherine entrou na Sala de Âmbar parou maravilhada ante tanta beleza.Depois de a ter visto em São Petersburgo,queria movê-la totalmente para o seu palácio em Tsarskoye Selo. Setenta e seis soldados foram necessários para levá-la, painel para painel durante seis dias.A sala tinha sido pintada da mesma cor de mel.E no final,era a sua maravilha. A todos consideravam desde então,como a "Oitava Maravilha do Mundo".

Esta sala tinha sido removida pela primeira vez desde Charlottenburg, Berlim,para São Petersburgo, a residência Imperial do czar Pedro, o Grande,no ano de 1717 como um presente do Imperador Alemão Friedrich Wilhelm I da Prússia.
Em 1758 a Imperatriz Catarina mandou trazer especialmente de Florença,4 mosaicos, para completar o trabalho, e encomendou o trabalho ao Mestre Rastrelli.Encaixou-se entre outros móveis,uma cómoda que havia sido feita por alguns carpinteiros de Berlim,em 1711.
Curiosamente, quase 250 anos depois que foi instalada a Sala de Âmbar,no Palácio de Catherine, a única coisa que se conserva é essa cómoda, que apareceu em 1997 num armazém abandonado,do Museu de Artes Aplicadas em Berlim, e um dos mosaicos Florentinos, chamado "Os Sentidos do Tacto e Olfato" que um certo Achtermann tentou vender nesse mesmo ano, por 5 milhões de marcos, depois de o ter encontrado no sótão da sua casa.

Mas como ele desapareceu???? O que aconteceu com aquela grande maravilha Imperial de Âmbar e que é feito dela???

O que se sabe é que durante a Segunda Guerra Mundial, os alemães, ávidos por colecionar obras de arte por todo o Mundo,saquearam o Palácio de Catarina após chegarem à cidade russa. E uma das salas que foram totalmente desmontadas foi precisamente a famosa Sala de Âmbar.Decorria o ano de 1941, quando os soldados da Wehrmacht levaram todos os painéis para o Castelo de Königsberg. No entanto, esta não seria a sua última translação...4 anos depois, prestes a cair o regime Nazista, a Sala de Âmbar foi novamente transferida para um local desconhecido.
Foi a última pista sobre aquela maravilha. A partir desse momento começaram a surgir as Lendas que deram vida a este Mistério.Foram contadas todos os tipos de histórias, mas talvez a que foi mais bem estabelecida é que os painéis acabaram numa mina perto do Mar Báltico, onde eles,talvez,foram queimados . Teorias foram se tornando mais fortes, e não muito tempo atrás, Peter Haustein, um amante da Arqueologia, bem como um estudioso alemão,procurou por dez anos a Sala de Âmbar e encontrou e decifrou alguns documentos de um oficial Alemão,da Luftwaffe,já falecido.
De acordo com esses documentos, sob uma mina abandonada perto da fronteira com a República Checa,em Deutschneudorf, havia sido escondido um grande tesouro de livros e jóias valiosas, saqueadas pelos Nazistas durante a guerra, e entre eles, poderia estar o famoso âmbar quarto.Assim,as escavações começaram,para tentarem localizar esse Tesouro oculto ...

A Enigmática Assinatura de Colombo

Personagens


Além de todos os Mistérios sobre Cristóvão Colombo - se era Italiano, Português ou Espanhol, se pertencia a uma misteriosa Ordem e assim por diante... - muitos ainda continuam investigando o que o Almirante deixou refletido nas suas cartas e documentos;a sua assinatura .
A etimologia do nome Grego de Cristovão era;"o que leva consigo Cristo". Por esta razão, junto com a assinatura antes de 1492 o famoso Navegador,surgiu a lenda XPO Ferens.
Para entender o significado dessa frase, é preciso decifrar a primeira parte, isto é, XPO. A curva X corresponde à letra grega ji, enquanto a grega P é rho e O é o omicrom, é claro. Tomados em conjunto, a palavra é lida Jistro, e é a abreviação desse idioma para se referir a Jesus Cristo. Finalmente, Ferens significa o que leva ou o portador de Cristo.
A partir daqui, muitos Historiadores afirmam que Colombo pertencia à Ordem de Cristo, Ordem Militar de origem Portuguesa e isso seria um elemento muito forte,para declarar a sua Nacionalidade...!!!!